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Especialistas do Instituto Vulcanológico das Canárias (Involcan) compararam a forte vazão do vulcão em La Palma nesta quinta-feira (14) com um “tsunami de lava”.

Imagens feitas por uma equipe do Involcan en solo mostraram o fluxo de lava avançando em uma “velocidade impressionante”, disseram os cientistas em uma rede social.

Apesar da comparação dos cientistas, a vazão não tem nenhuma relação com o risco de que a erupção forme um tsunami na costa brasileira, que continua sendo bastante remoto.

O vulcão Cumbre Vieja segue em intensa atividade há 26 dias, despejando rios de lava que deixam um rastro de destruição por onde passa até tocar o mar.

A lava já destruiu mais de 1,6 mil construções da ilha. Cerca de 7.000 pessoas precisaram abandonar suas casas, 300 delas apenas na quinta-feira.

Forte tremor

Mais cedo, um terremoto de magnitude 4,5 atingiu a ilha de La Palma, no arquipélago espanhol das Canárias.

O tremor foi o mais forte registrado desde o início da erupção do vulcão Cumbre Vieja, segundo o Instituto Geográfico da Espanha.

Apenas nesta madrugada, cerca de 60 tremores puderam ser sentidos na ilha. Os terremotos, decorrentes da atividade sísmica, são comuns durante erupções.

Com o aumento do número de construções danificadas pela lava do vulcão, mais pessoas precisaram deixar suas casas, além disso, há restrições de deslocamento por conta das cinzas e gases tóxicos.

Rastro de destruição

La Palma faz parte das Ilhas Canárias, um arquipélago da Espanha no Oceano Atlântico que fica a noroeste da África e cuja economia depende do cultivo da banana-da-terra das Canárias e do turismo.

“Esta é definitivamente a erupção mais séria na Europa dos últimos 100 anos”, disse o chefe do governo local, Ángel Víctor Torres. “A única boa notícia é que, até agora, ninguém foi ferido”.

O Cumbre Vieja entrou em erupção em 19 de setembro e não há perspectiva para que os fluxos de rocha quente parem de jorrar do vulcão.

A lava derretida já destruiu quase 600 hectares de terra.

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