Maranhão, Rio de Janeiro e Minas Gerais são os estados com casos confirmados da nova cepa da Covid, a variante B.1.617 até esta sexta-feira (28). São 8 pacientes.

Veja abaixo respostas para as seguintes perguntas sobre a chegada da cepa ao país:

  1. Quantos casos da cepa indiana foram confirmados até agora?
  2. Como as pessoas pegaram a cepa?
  3. Qual controle é feito pelos governos?
  4. O que diz a OMS sobre a cepa indiana?
  5. Quais os riscos dessa nova variante?

1. Quantos casos da cepa indiana foram confirmados até agora no Brasil?

São 8, até o momento: 6 deles no Maranhão (cinco estão em quarentena dentro do navio e um deles está internado em São Luís), um no Rio de Janeiro (de um passageiro vindo da Índia e que desembarcou em São Paulo) e um em Juiz de Fora (também viajou ao país asiático e chegou ao Brasil via Guarulhos-SP).https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Apenas uma pessoa, um homem de 54 anos, está internado em hospital de São Luís. Os demais contaminados apresentam quadro de saúde estável, sem necessidade de internação, apenas estão isolados e com acompanhamento das Secretarias de Saúde para evitar a proliferação da cepa.

VÍDEO: O que se sabe sobre a nova variante indiana, confirmada no Brasil

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2. Como os infectados chegaram ao Brasil?

No Maranhão, todos os 6 infectados são trabalhadores indianos que estavam a bordo de um navio vindo de Hong-Kong – a embarcação segue em alto mar, sem atracar em São Luís. Já os casos de Rio e Juiz de Fora estiveram na Índia a trabalho e testaram positivo ao retornar ao Brasil de avião que, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Antes da confirmação de que estavam com a variante indiana, os dois passageiros que desembarcaram no Aeroporto de Guarulhos foram para outros locais no país: um para Campos dos Goytacazes (RJ), pegando um voo para o Rio e um carro para a cidade da região norte do estado, e o outro para Juiz de Fora (MG), também por via terrestre.

3. Qual controle é feito pelos governos?

A chegada de viajantes no país via aérea, uma das formas de entrada do vírus, é controlada pela Anvisa. Há barreiras sanitárias onde a agência testa parte das pessoas nesses voos. No dia em que confirmou um indiano contaminado em voo vindo da Ásia, a Anvisa testou 13 passageiros e alertou os estados para os quais eles foram sobre a contaminação. Depois soube-se que um desses passageiros era o homem que viajou ao Rio e se destinou a Campos.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Navio Shandong da Zhi saiu da Malásia com destino a São Luís — Foto: Arte/G1

Navio Shandong da Zhi saiu da Malásia com destino a São Luís — Foto: Arte/G1

Conforme explica a própria agência, ligada ao governo federal, o controle de sua responsabilidade é feito apenas dentro dos aeroportos. A partir do momento em que os viajantes deixam esta área, a ação passa a ser dos governos estaduais. Em São Paulo, por exemplo, o controle passou a ser feito também e rodoviárias para evitar contaminação se pessoas infectadas vierem de outros estados, como Maranhão.

4. O que diz a OMS sobre a cepa indiana?

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) a variante B.1.617 está sendo classificada como um tipo “digno de preocupação global”.

5. Quais os riscos dessa nova variante?

A análise genética revelou que essa variação apresenta mutações importantes nos genes que codificam a espícula, a proteína que fica na superfície do vírus e é responsável por se conectar aos receptores das células humanas e dar início à infecção.

Em linhas gerais, tudo indica que esses “aprimoramentos” genéticos melhoram a capacidade de transmissão do vírus e permitem que ele consiga invadir nosso organismo com mais facilidade.

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