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O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, afirmou hoje que a Itapemirim tinha todas as condições para operar e que, agora, o foco do governo é reacomodar as pessoas que tinham viagens marcadas com a aérea.

“Nós vamos para cima da ITA, pressionar bastante para que a gente possa reacomodar as pessoas o mais rápido possível”, declarou ele durante o balanço das ações da pasta em 2021.

 

 

A Itapemirim anunciou a suspensão das operações na última sexta-feira (17), pegando passageiros de surpresa a poucos dias antes do Natal. A companhia começou a voar havia apenas seis meses.

Segundo o ministro, a aérea tinha cumprido todos os requisitos necessários para obter a certificação da agência reguladora, a Anac:

“Ela [a ITA] tinha todas as condições de operar, e vinha até com uma proposta interessante de integrar a operação rodoviária com a operação aérea. Então, era um atrativo, em tese, um diferencial em relação a outras companhias.”

Tarcísio explicou como a empresa, que opera uma viação rodoviária em recuperação judicial, passou pelo trâmite: “Quem está em recuperação judicial é a empresa rodoviária, esse CNPJ que nasceu com a empresa aérea tinha as certidões negativas, isso também foi uma checagem feita pela agência reguladora.”

Infelizmente, não é a primeira vez que estamos passando por isso, passamos por isso na Varig, na Vasp, na Transbrasil, recentemente, na Avianca. Estamos passando mais uma vez, obviamente chama atenção pelo pouco tempo de operação. E agora a nossa preocupação, o nosso foco, são as pessoas, afirmou o ministro

A empresa tinha cerca de 1.650 voos planejados até o fim de janeiro, segundo dados disponibilizados no site da Anac. Só na sexta-feira, com ao menos cinco voos cancelados, cerca de 600 passageiros foram impactados. A empresa disse em nota que pretende se reorganizar e retomar os voos.

Contudo, de acordo com a coluna Todos A Bordo, do UOL, a ITA vem acumulando problemas: atrasos de salários e benefícios de funcionários, suspensão do plano de saúde dos trabalhadores, dívidas com fornecedores, descumprimento de horários, cancelamentos de voos, atendimento criticado por clientes e envio de dados errados sobre número de passageiros para a Anac.

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