deputado Luis Miranda (DEM-DF) afirmou que “será forçado” a fazer algo que “não quer”, caso o presidente Jair Bolsonaro conteste seu depoimento na CPI da Covid, prestado na última sexta-feira (27/6). “Vamos contar com a possibilidade de o presidente voltar atrás [e desmentir a versão]. Aí ele me força a fazer o que eu não quero. É o que eu tenho a dizer”, disse em entrevista à CNN Brasil.

Ex-aliado do presidente, o parlamentar alega que alertou Bolsonaro sobre supostas irregularidades no contrato da Covaxin com o Ministério da Saúde. Ele disse ainda que o chefe do Executivo suspeitou do envolvimento do líder do Governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR).

Miranda nega que tenha gravado o presidente, mas afirma que “não estava sozinho” em 20 de março. O deputado não confirmou, no entanto, se seu irmão, o servidor da Saúde Luís Ricardo Miranda gravou a reunião com Bolsonaro.

“Vou sempre dizer que não existe da minha parte. E ninguém perguntou para o meu irmão [na CPI]. Assunto encerrado. Meu irmão não mentiu”, disse Miranda. “Mas eu não estava sozinho no encontro. Eu, como parlamentar, não iria gravar um presidente”, afirmou à CNN.

O deputado ressaltou ainda que Bolsonaro “está ignorando os fatos”. “Porque ele sabe o que é verdade. Ele sabe que eu não menti”, diz o deputado. “Para acabar com esse maremoto, é só falar a verdade”.

Ele concluiu a entrevista afirmando que o presidente deveria agradecê-lo por ter feito o alerta e evitado um escândalo mais grave. “Não adianta tentar achacar a testemunha. Era dever do presidente ter mandado investigar. Se não fez, pede desculpas, tenta reverter, tenta resolver. Não venha atacar a pessoa que levou isso para ele.”

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