O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, informou, nessa segunda-feira (11), que a vacina no Brasil vai começar “no dia D, na hora H”. Em visita a Manaus, ele citou algumas datas, que vão de 20 de janeiro até o começo de março, e informou que todos os estados vão receber simultaneamente as vacinas, no mesmo dia.

“A vacina vai começar no dia D, na hora H, no Brasil. No primeiro dia que a autorização for feita, a partir do terceiro ou quarto dia estará nos estados e municípios para iniciar a vacinação. A prioridade já está dada, é o Brasil todo. Vamos fazer como exemplo para o mundo. Os grupos prioritários já estão distribuídos”, disse.

Ainda sem iniciar a imunização da população, enquanto mais de 50 países já começaram, alguns já com a segunda dose, Pazuello disse que o Brasil será o país que mais vai vacinar no mundo, “e quero ver o que vão dizer”. O ministro considera as 2 milhões de doses da vacina de Oxford/Fiocruz e 6 milhões da vacina do Butantan.

O ministro também voltou a minimizar o atraso do Brasil na vacinação contra a covid-19. “Somem quantas vacinas foram aplicadas no mundo. Sabe quanto dá? A cidade de São Paulo. Somando todas, China, Estados Unidos, Israel, tudo. Você imuniza uma grande cidade, o resto não. E a gente tem que ouvir que estamos atrasados porque a gente não comprou 500 mil doses da Pfizer com essas pequenas cláusulas?”, queixou-se, apesar de as cláusulas valerem para todos os países. Até o momento, já foram aplicadas 24,1 milhões de doses no mundo, sendo 9 milhões na China e 6,7 milhões nos Estados Unidos, segundo levantamento do Our World In Data.

O ministro ressaltou que, com a doses importadas, não seria possível vacinar mais de uma cidade e, por isso, é preciso fabricar os imunizantes no Brasil. Dentro do país, o Instituto Butantan e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) irão fabricar vacinas contra a covid-19. No entanto, ambas as instituições já protocolaram pedidos para uso emergencial para uma quantidade de doses que já foi ou será importada.

Na sexta-feira (8), o Butantan protocolou oficialmente o pedido de uso emergencial de 6 milhões de doses da CoronaVac vindas da China, e no mesmo dia, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) fez solicitação de uso emergencial de 2 milhões de doses importadas da Índia da vacina de Oxford/AstraZeneca.

No caso desta segunda, a Anvisa informou no fim de semana que os documentos entregues são suficientes, e a vacina segue em análise. Já para a CoronaVac, a agência informou que ainda faltavam dados necessários à avaliação e que havia solicitado mais documentos técnicos ao Butantan.

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