A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) espera concluir em dez dias as investigações de suposta entrada de um aluno no curso de Medicina da entidade após pagar R$ 80 mil pela vaga.

“Estamos investigando, levantando todas as informações para saber se de fato procede ou não essa denúncia. Esperamos concluir tudo em no máximo em dez dias”, disse o reitor da UFPB, Valdiney Gouveia.

O reitor esclareceu, ainda, que o procedimento foi aberto pelo procurador Federal José Godoy Bezerra de Souza a partir de uma denúncia e que a UFPB vai colaborar com todas as informações para instrução do procedimento, objetivando auxiliar na apuração pelo MPF/PB e comprovação da sua procedência ou não, visando a adoção das medidas cabíveis.

O reitor ressalta a história de credibilidade, responsabilidade e compromisso da UFPB para com a educação, a comunidade acadêmica e a sociedade em geral.

A denúncia chegou à UFPB após receber documento do Ministério Público da Paraíba (MPF), da denúncia de compra de vaga no curso de Medicina da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Um estudante teria ingressado no segundo semestre 2021, após pagar R$ 80 mil pela vaga.

A UFPB disse que o Período 2021.2 ao qual se refere a denúncia ainda não foi iniciado. “A instituição deu início, no último dia 09/08/21, ao Período Suplementar 2021.1. Lembrando que as vagas da UFPB são preenchidas mediante Sistema de Seleção Unificada (Sisu)”, disse a entidade.

A denúncia chegou ao MPF por intermédio do Ministério Público da Paraíba (MPPB), que recebeu a denúncia por meio da ouvidoria. Como o MPPB não tem atribuição sobre a UFPB, o caso foi enviado ao MPF, sendo distribuído para o gabinete do procurador Antônio Edílio, que está viajando e está sendo substituído pelo procurador José Godoy Bezerra de Souza, que assinou o despacho enviado à UFPB para que se manifeste a respeito da denúncia.

A denúncia foi feita no dia 29 de julho e o documento solicitando manifestação da UFPB foi encaminhada na última segunda-feira (9). O MPF aguarda agora a manifestação da Universidade, que tem um prazo de dez dias para se pronunciar.

“Esse caso da investigação da possível compra de vaga no curso de Medicina da UFPB não está comigo. Na verdade, eu assinei o despacho inicial, com as providências iniciais, em substituição a um colega que está em viagem e eu não tenho maiores informações”, disse o procurador José Godoy.

 

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