Nas próximas semanas, o projeto de lei que abre caminho para a privatização dos Correios deverá ser enviado ao Congresso. Ao mesmo tempo, a capitalização da Eletrobras, uma das estrelas do programa de desestatizações do governo, deverá sair do papel, diz Diogo Mac Cord, secretário especial de desestatização do Ministério da Economia, em entrevista exclusiva à EXAME. Com a capitalização, a capacidade de investimento da Eletrobras deve passar de 3,5 bilhões reais para 12,5 bilhões de reais por ano, acompanhada pela valorização das ações da companhia. Veja, a seguir, os principais trechos da entrevista.

O cronograma de privatizações previsto para este ano inclui estatais como a Eletrobras. Essa privatização sai mesmo? Qual é a sua avaliação sobre uma eventual resistência de deputados que têm base eleitoral no Norte e Nordeste, regiões em que a estatal é uma grande empregadora?

Até dezembro deste ano, a Eletrobras será privatizada. É necessário lembrar que a aprovação do projeto de lei referente à privatização depende de maioria simples no Congresso. Além disso, o modelo de desestatização prevê o direcionamento de cerca de 10 bilhões de reais oriundos da concessão de outorgas para programas de políticas públicas no Norte e Nordeste, como a revitalização do Vale do Rio São Francisco, o que deve colaborar para o desenvolvimento local. É uma pauta bastante positiva.

A capacidade de investimento da Eletrobras também deverá aumentar?

Sim. Uma vez capitalizada, a empresa terá condições de aumentar o volume de investimentos, que deverá passar de 3,5 bilhões de reais por ano para 12,5 bilhões de reais. Isso terá um efeito positivo na economia do país como um todo, já que vai movimentar, por exemplo, o mercado de construção civil. A estimativa é que sejam geradas 40 mil vagas no setor.

 

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