Orla de João Pessoa – Foto: Letícia Silva/Paraíba.com.br

O total de pessoas que ficaram rigorosamente isoladas caiu 53% em cinco meses, passando de 1,05 milhão, no mês de julho, para 492 mil, em novembro. Os dados são da última edição da PNAD COVID19, divulgada pelo IBGE nessa quarta-feira (23), que também aponta que a quantidade daqueles que não fizeram nenhuma restrição, embora ainda seja pequena no total da população, aumentou 177% nesse período, passando de 99 mil para 275 mil.

Em novembro, segundo a estatística experimental, a maior parcela da população paraibana (44,6%) permaneceu em casa e só saiu por necessidade básica, seguida por aqueles que reduziram contato, mas continuaram saindo de casa ou recebendo visitas (36%). Cerca de 12,2% ficaram rigorosamente isolados e 6,8% não fizeram restrição.

A adoção de medidas rígidas de distanciamento foi mais comum entre as mulheres (12,8%), do que entre os homens (11,5%). Além disso, ocorreu com mais frequência nos grupos de idade de 0 a 13 anos (37,2%) e de 60 ou mais (24,3%), bem como junto aos que tinham rendimento domiciliar per capita de menos de meio salário-mínimo (15,9%) e de um a menos de dois salários-mínimos (13,3%).

De acordo com o levantamento, até o mês de novembro, aproximadamente 539 mil pessoas, que representam 13,4% dos habitantes do estado, tinham feito algum teste para saber se estavam infectadas pelo novo coronavírus. A aplicação de testes tem sido mais comum entre mulheres (14,9%) do que entre homens (11,8%), assim como junto àquelas pessoas que fazem parte do grupo de 30 a 59 anos (18,8%).

Dos testes realizados até então, 110 mil foram do tipo SWAB, em que o material é coletado com cotonete na boca ou nariz; 267 mil ocorreram por meio do teste rápido, com coleta de sangue por um furo no dedo; e 195 mil por meio do exame com sangue retirado na veia do braço.

No mês pesquisado, 199 mil pessoas apresentaram algum dos sintomas de síndromes gripais investigados pela PNAD COVID19. O número representa 4,9% da população paraibana. São considerados: febre, tosse, dor de garganta, dificuldade para respirar, dor de cabeça, dor no peito, náusea, nariz entupido ou escorrendo, fadiga, dor nos olhos, perda de cheiro ou de sabor, e dor muscular. Desse grupo, apenas 23,5% foram a estabelecimento de saúde para atendimento.

Total de desocupados cresce 70% em sete meses, na Paraíba

A quantidade de pessoas desocupadas na Paraíba passou de 141 mil, em maio, para 241 mil, em novembro, de acordo com a PNAD COVID19, divulgada nesta quarta-feira (23). Os dados apontam para um crescimento de 70% no total de desocupados, com uma elevação na taxa de desocupação no estado, que saltou de 9,8% para 15,9%, no período.

Ao longo dos meses, de modo geral, o nível de ocupação registrou queda, passando de 40,2% para 39,3%. O índice é calculado com base no número de pessoas ocupadas em relação ao total das que estão em idade de trabalhar, ou seja, têm 15 anos ou mais de idade.

Em novembro, cerca de 377 mil pessoas, que não estavam trabalhando, não procuraram emprego por conta da pandemia ou por falta de oportunidade na localidade. No início do levantamento, em maio, esse número era de 485 mil e, no mês de outubro, havia sido de 437 mil.

Já entre os ocupados, 28 mil estavam afastados do trabalho devido ao distanciamento social e outros 119 mil estavam atuando de forma remota, no mês pesquisado. Ambos os indicadores registraram queda frente ao início da pesquisa, quando eram de 329 mil e 150 mil, respectivamente.

Dos aproximadamente 1,2 milhão de domicílios paraibanos, em 671 mil alguém recebeu algum auxílio relacionado à pandemia em novembro. Esse número corresponde a 53,7% do total, percentual consideradoestável em comparação ao identificado em maio (53,1%), mas que representa queda diante do mais alto observado até então, de 57,1%, em julho.

Atividades escolares

Entre as pessoas que frequentam escola, apenas 1,1% teve aulas presenciais, enquanto 1,2% teve aulas nesse formato parcialmente. Outros 77,7% não tiveram aulas presenciais e o curso é presencial ou semipresencial.

Dos que frequentam escola, porém não estão tendo aulas presenciais normalmente e tiveram atividades, 69,9% tiveram atividade em cinco dias; 11,8% em três dias; 5,9% em quatro; 4,16% em dois dias; 2,8% em um dia; 2,7% em seis ou sete dias; e 2,6% em zero dias.

Outros gráficos e tabela

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