Enquanto Holanda, Uruguai e outros países tornam públicos os 55 pré-convocados para a Copa, o Brasil esconde. Não revela para não  explicar quem não irá ao Catar. Insegurança que não combina com um pentacampeão mundial

O Uruguai não tem o que esconder.

Assim como a Holanda, a Polônia.

Seus treinadores não tiveram medo de expor os 55 jogadores pré-convocados para a Copa do Mundo do Catar.

As listas dos 32 países foram enviadas hoje para a Fifa.

Cabe a cada selecionado torná-las públicas ou não.

O Brasil decidiu não divulgar os 55 nomes, lembrando que apenas 26 deles irão ao Mundial.

O motivo: medo da reação pública diante dos 29 atletas que ficarão como reservas eventuais.

E muito maior, aqueles que não estarão nem entre os 55.

A CBF vazou que Tite queria tudo às claras.

E que o coordenador Juninho Paulista seria o responsável pelo segredo.

Para evitar polêmicas.

Tite mais uma vez se submeteu.

E se calou.

Não assume suas decisões.

Em 2018, Dudu estava entre os 12 atletas que eram opção em caso de contusões entre os 23 que foram para o Mundial da Rússia. Outros nomes vazaram, como o goleiro Neto, Luan e até mesmo Dedé, que vinha de um período de dois anos contundido.

Depois do fracasso na Copa de 2018, Tite teve mais uma chance. A que queria, de um “ciclo inteiro de preparação”.

Nestes quatro anos, convocou 87 jogadores. Apenas 63 entraram em campo. Ou seja, 24 foram a passeio, para treinamentos apenas.

Dos que atuaram com a camisa da seleção, foram quatro goleiros, 11 zagueiros, quatro laterais-direitos, cinco laterais-esquerdos, 20 meio-campistas e 19 atacantes.

Dos 63, apenas 14 jogavam no futebol brasileiro. 49, no exterior.

Juninho Paulista é o mesmo coordenador que conseguiu apenas um amistoso, em quatro anos, contra equipes europeias. Diante da fraca República Tcheca. Usou como desculpa a Copa das Nações e a negativa dos selecionados do Velho Mundo. Aceitar o ‘não’.

A Argentina, que também é deste continente, enfrentou, no mesmo período de preparação, a Alemanha, a Itália e a Estônia.

A CBF esconder a lista de 55 nomes escolhidos por Tite é uma postura vexatória.

E que apenas demonstra insegurança.

Que é personificada em Tite.

Abre margem para especulações, desgastes, antes mesmo do Mundial.

Quais serão os 29 atletas deixados de lado por Tite?

Gabigol? Danilo? Cássio?

Raphael Veiga?

Será que eles não merecem ser valorizados?

Destacados pelo talento?

Por se mostrarem dignos de serem reservas para a Copa?

Por que tanto medo das escolhas feitas?

Receio da reação da imprensa?

Dos torcedores?

Isso não é postura de um time que acredita que será campeão.

A CBF já começa muito mal o Mundial do Catar.

Até porque os segredos da entidade costumam ter prazo de validade.

E, pelo menos, alguns nomes vazarão.

Com certeza.

A lista dos 26 convocados será divulgada, com pompa, no dia 7 de novembro.

A dos 29 seguirá escondida.

Postura medrosa, tímida, que não combina com o país pentacampeão mundial.

Por essas atitudes, o Brasil não comemora uma Copa há 20 anos…

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