Jonathan Henrique, de 23 anos, suspeito de matar a própria amiga Patrícia Roberta, de 22, foi transferido da Central de Polícia, no Geisel, para o Presídio do Roger. Ele estava cumprindo quarentena de 14 dias em um anexo da penitenciária localizado na sede da Polícia Civil e foi levado ao Roger, no sábado (8).

Assim como todos os presos, Jonathan Henrique cumprirá um período de cinco dias em cela de reconhecimento, segundo informou a Seap ao ClickPB. Depois desse período, o preso será colocado no pavilhão PB-4 do Presídio do Roger, setor destinado aos detidos que correm riscos. No caso de Jonathan, o risco de morte se deve a repercussão e circunstâncias que envolvem a morte da amiga dele, Patrícia Roberta. Ela foi encontrada morta, no último dia 27 de abril, em um matagal após desaparecer, no dia 25, depois de ter vindo de Caruaru até João Pessoa, no dia 23, para encontrar o amigo de infância.

Jonathan Henrique passou por audiência de custódia virtual, no dia 28 de abril, e foi recolhido em quarentena na Central de Polícia Civil de João Pessoa, para depois ser encaminhado ao Presídio do Roger, na capital paraibana. Procurado pela polícia após o desaparecimento de Patrícia Roberta, ele foi encontrado no apartamento de um amigo em Mangabeira, na noite do mesmo dia em que o corpo de Patrícia Roberta foi achado.

Patrícia Roberta saiu de casa em Caruaru, na sexta-feira (23), com destino a João Pessoa para visitar o amigo Jonathan, que conhecia há mais de 10 anos. Foi deixada trancada no apartamento dele e avisou à mãe sobre esse comportamento estranho do amigo. Após diálogos no domingo, a jovem de 22 anos informou à mãe que Jonathan havia voltado ao apartamento e que os dois iriam viajar para Caruaru. Depois disso, Patrícia foi morta e o corpo encontrado pela Polícia Militar e Corpo de Bombeiros em uma mata por trás do condomínio Geisel Privê.

No dia 27, antes do corpo de Patrícia Roberta ter sido encontrado, Jonathan publicou uma mensagem no Facebook. “Postei que estava sem wpp, não desapareci. Soube esta manhã que Patricia não havia retornado a Caruaru, entrei em contato e conversei com a mãe dela e segundo ela iram acionar a polícia e vir a João Pessoa, me coloquei a disposição para ajudar no que for necessário. Nunca pensei ter que fazer esse tipo de publicação no meu FB, aos amigos reocupados e os demais que estão a me condenar em comentários até então está é a conclusão de tudo.” (sic)

O rapaz tem recebido diversas ameaças e xingamentos nos comentários de suas publicações nas redes sociais. São frases como “vai morrer, vagabundo”, “vai pagar no inferno”.

 

A Polícia Civil investiga os vestígios encontrados pela pericia no apartamento onde estava Patrícia Roberta, antes de ser encontrada morta. As peritas responsáveis por periciar o apartamento encontraram, além de objetos com vestígios de sangue, uma lista com pelo menos 22 nomes de mulheres, entre eles o da jovem desaparecida. Ainda foram encontrados manuscritos considerados perturbadores como “à noite saio para matar”, “você é muito boazinha”. Materiais sobre ocultismo foram recolhidos na residência do suspeito.

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