O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a fazer críticas aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a colocar em dúvida a capacidade das urnas eletrônicas de proporcionar eleições sem fraude. “[O Supremo] interfere demais e atrapalha em muito o destino da nossa nação”, afirmou o chefe do Executivo ao apresentador Sikêra Jr., da RedeTV!.

No programa –que foi ao ar na noite desta quinta-feira (22)–, Bolsonaro declarou não ter uma relação com a Corte. Disse ainda que a maioria dos ministros é “radicalmente” contra as ações do seu governo.

O presidente também citou novamente a reunião do ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, com embaixadores. Na ocasião, o magistrado disse que a comunidade internacional deve estar “alerta” contra “acusações levianas” sobre o sistema de votação brasileiro.

Bolsonaro destacou que não cabia a Fachin se reunir com os diplomatas: “Não é política dele, é privativa minha”.

Em mais uma referência a Fachin, Bolsonaro relembrou que o ministro foi responsável por determinar a anulação de todas as decisões tomadas pela 13ª Vara de Curitiba nas ações penais contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“As mesmas pessoas e os mesmos juízes que tiraram o Lula da cadeia e o tornaram elegível são aqueles que estão à frente do processo eleitoral em Brasília. É uma preocupação? É, deviam ser suspeitos”, afirmou.

A gestão de Bolsonaro tem sido marcada por seus ataques ao Poder Judiciário. Em mais de uma ocasião, o presidente citou os ministros em seus discursos para criticar suas decisões.

 

politicajp

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