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O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), anunciou na noite desta sexta-feira (21) que o desfile das escolas de samba da capital, que aconteceria em fevereiro, foi adiado para o feriado prolongado de Tiradentes, que começa em 21 de abril, uma quinta-feira.

A decisão foi divulgada após Nunes se reunir, por videoconferência, com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM), quando ambos discutiram o avanço acelerado da variante ômicron do coronavírus nas duas cidades. Também participaram da reunião o secretário de Saúde carioca, Daniel Soranz, o secretário de Saúde paulistano, Edson Aparecido, além dos presidentes das Ligas de Escolas de Samba de ambas as cidades.

Até então, o desfile das escolas de samba do Grupo Especial de São Paulo estava marcado para os dias 25 e 26 de fevereiro.

A decisão foi tomada devido ao avanço da variante ômicron da Covid-19. Na quarta-feira (19), o país registrou, pela 1ª vez, mais de 200 mil casos conhecidos de Covid em 24 horas; mortes também apontavam em alta.

Em nota conjunta, as prefeituras anunciaram que, “sob a orientação de seus secretários de Saúde, optaram por adiar a realização dos desfiles das Escolas de Samba para o fim de semana do feriado de Tiradentes, em abril”.

“A decisão foi tomada em respeito ao atual quadro da pandemia de COVID-19 no Brasil e a necessidade de, neste momento, preservar vidas e somar forças para impulsionar a vacinação em todo o território nacional”, anunciaram Paes e Nunes em nota à imprensa.

Durante a semana, também devido à Covid, a a Liga das Escolas de Samba de São Paulo (Liga-SP) propôs mudanças nas regras dos desfiles, que incluem:

  • Exigência do passaporte da vacina para o público;
  • Pré-cadastro de componentes do desfile com o passaporte da vacina (exigência do passaporte da vacina para os desfilantes);
  • Uso obrigatório de máscara para desfilantes e público;
  • Redução do número de componente por escola;
  • Controle de público na concentração e dispersão e recomendações para os ensaios técnicos e encontros nas quadras.

Além disso, o protocolo prevê o adiamento dos desfiles no Anhembi caso a situação epidemiológica da cidade de São Paulo se agrave nas próximas semanas.

Como os integrantes das escolas de samba que irão participar dos desfiles terão que usar máscara, será excluído do julgamento do Carnaval 2022 o quesito “Harmonia”, que avalia se os componentes cantam o samba enredo. Assim, o uso da máscara não irá atrapalhar a competição.

Os chefes de ala que são responsáveis por conferir se as fantasias dos componentes estão completas também ficarão responsáveis por conferir o uso da máscara. O uso incorreto poderá levar à perda de pontos nos quesito “fantasia”.

O protocolo com as diretrizes da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) foi desenvolvido após duas reuniões realizadas entre a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), com a São Paulo Turismo (SP Turis), Secretaria Municipal da Cultura (SMC) e a Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU).

Prefeito Ricardo Nunes anuncia cancelamento do Carnaval de Rua de SP em 2022
Prefeito Ricardo Nunes anuncia cancelamento do Carnaval de Rua de SP em 2022

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), anunciou em 6 de janeiro o cancelamento do carnaval de rua de São Paulo em 2022 por causa do avanço da Covid-19 na cidade, após a chegada da variante ômicron.

Com o cancelamento dos desfiles dos blocos de rua, a Ambev, que foi escolhida como empresa patrocinadora do carnaval de rua em 2022, deixará de pagar à cidade R$ 23 milhões estipulados no contrato de patrocínio assinado no ano passado.

O montante ainda não havia sido recolhido aos cofres da cidade por causa da indefinição do evento desde o final de 2021.

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