Gerar emprego e renda, investir no turismo, na educação, na saúde, na segurança hídrica, climática e no combate ao tráfico de pessoas e ao trabalho escravo. Esses são alguns dos objetivos que contemplam a parceria entre o Governo da Paraíba e os Estados Unidos. O memorando de entendimento foi assinado na manhã de hoje pelo governador João Azevêdo e pelo embaixador americano no Brasil, Tod Chapman.

De acordo com João Azevêdo, a ideia é “projetar a Paraíba para o mundo”. O governador abriu o evento remoto destacando as potencialidades locais e o trabalho que vem sendo feito na educação em meio à pandemia da covid-19. “A Paraíba tem a seu favor localização privilegiada, somos terra de grandes oportunidades e de gente ousada. Somos primeiro lugar no ensino à distancia no Brasil. Para nós educação é prioridade, tanto que nos unimos aos 223 municípios e lançamos o Integra Educação Paraíba. Aqui temos pesquisa, 36 usinas geradoras de energia, um porto estratégico e em breve teremos o maior complexo turístico do Nordeste com sustentabilidade, negócios e serviços de alto padrão. O Pólo turístico será um divisor de águas para o nosso estado”, disse.

O evento foi remoto, acompanhado pro alguns jornalistas e por autoridades como o Procurador do Trabalho, Eduardo Varandas, que teve seu trabalho de combate ao tráfico humano enaltecido pela cônsul geral,  Catherine Griffith. “Identificamos centenas de paraibanos com conexões fortes com o governo americano como o Ministério Público do Trabalho, na pessoa do Dr. Eduardo Varandas, a Federação das indústrias, Fecomércio, Associação de Agências de turismo, o Porto de Cabedelo. Ela lembrou ainda de todos os esforços de pesquisadoras e médicas paraibanas no combate ao zica vírus e à microcefalia, e dos projetos de educação e intercâmbio que vêm contemplando jovens do Nordeste e da Paraíba. Griffith não deixou escapar a atuação do time de futebol americano João Pessoa Espectros, que vem fazendo um importante trabalho na aproximação das duas culturas.

Logo em seguida, Chapman falou aos presentes. Começou dizendo “somos todos Paraíba” para depois revelar que as conversas com o governo paraibano começaram em agosto do ano passado. No mês seguinte, ele veio ao Estado. Disse ainda que a parceria EUA-PB é antiga, “começou há mais de 200 anos quando fundado o primeiro consulado americano no Recife, em 1815″, e destacou: ” a Paraíba é um bom lugar para fazer negócio. De 2010 a 2018, a Paraíba cresceu consistentemente em ritmo maior que o Brasil e Nordeste e que João Pessoa foi considerada a capital mais transparente do Brasil pela Transparência Internacional em 2020″.

Mudanças climáticas – O assunto também foi destaque na reunião. Segundo Chapman, “a Paraíba é conhecida como a terra onde o sol nasce primeiro, é rica em recursos solares e eólicos, e seu compromisso de preservar é contínuo. Eu sei que a Paraíba tem grandes planos desenvolver  energia limpa e esperamos contribuir. Desde 2012 temos um oficial de corpo de engenheiros do exército dos EUA trabalhando no desenvolvimento dos recursos hídricos, trabalhando em técnicas de sustentabilidade”, afirmou.

Interesses bilaterais – São variadas as áreas de interesse segundo João Azevêdo:  “agricultura, comércio, migração… Tudo isso vai ser possível graças aos investimentos  por meio dessa parceria. Vamos trabalhar na geração de energia eólica, sustentabilidade e duplicar o que estamos fazendo”, garantiu o governador. Chapman, adiantou que “um Grupo de Trabalho (GT) vai ser criado para desenvolver projetos de cooperação e organização de temas de projetos lucrativos e de interesse mútuo. Chegou o momento de trabalho e nós queremos trabalhar”.

Não se falou em prazos para criação desse GT e implementação das atividades. Chapman deixou isso a cargo do consulado no Recife. Mas João Azevêdo demonstrou disposição de começar os projetos rapidamente: “aqui trabalho dado é trabalho cumprido”, garantiu.

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