Os produtores estão vendo com otimismo este pontapé inicial para a semeadura da soja na safra 2021/22, marcado pela Abertura Nacional do Plantio da Soja – Safra 2021/22. Segundo Luiz Fernando Gutierrez , analista da Safras & Mercado, a perspectiva é de aumento de área no Brasil, que pode chegar a 40 milhões de hectares pela primeira vez – marca que atrai atenção internacional. “Neste final de setembro, Chicago começa a olhar com mais atenção para a safra brasileira, deixando de lado a colheita norte-americana que deve andar sem maiores problemas”, diz.

Ainda de acordo com Gutierrez, Chicago não trabalha com perdas para o Brasil e está precificando o mercado entre US$ 12,50 a US$ 13,00 por bushel neste momento. “Para os próximos meses, Chicago não deve ter muita volatilidade”. Quanto ao câmbio, o especialista avisa que o ano eleitoral brasileiro pode trazer volatilidade, o que demanda ao produtor estar atento a esta questão cambial “porque pode ser um diferencial na hora de fechar os negócios”.

 

Em relação a valores, o setor vem trabalhando com preço de safra nova entre R$ 150,00 em algumas regiões, com pequenas variações para cima ou para baixo. “São preços bem remuneradores, então acho que o produtor pode avançar na comercialização. Indicamos cerca de 30% de comercialização antes do plantio e 50% no momento da colheita”, avalia. “De forma geral, o produtor está bem avançado, com média de 26% de comercialização, mas pode progredir um pouco mais, sempre levando em conta essa volatilidade cambial”, completa.

Com a previsão de aumento de área da soja, as lavouras com a oleaginosa deverão ter crescimento de 2,3% sobre o total semeado na safra 2020/2021, de 38,93 milhões.

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