O sindicato dos jogadores uruguaios (AFU) pediu, nesta segunda-feira (4), que a Associação Inglesa de Futebol (FA) revogue a suspensão de três jogos dada a Edinson Cavani, do Manchester United, por usar um termo racial, dizendo que a punição revela uma visão etnocêntrica da entidade.

O atacante foi suspenso pela FA e multado em 100.000 libras (US$ 136.330) após usar o termo “negrito” em uma postagem no Instagram após a vitória de 3 a 2 do Manchester United sobre o Southampton, no dia 29 de novembro, antes de retirá-lo e se desculpar.

No entanto, a AFU criticou a FA, afirmando que “cometeu um ato discriminatório contra a cultura e o modo de vida do povo uruguaio”.

A nota foi compartilhada no Twitter pelo capitão do Uruguai, Diego Godín.

“Edinson Cavani nunca cometeu qualquer conduta que pudesse ser interpretada como racista”, disse a AFU. “Ele apenas usou uma expressão comum na América Latina para se referir carinhosamente a um ente querido, um amigo próximo”, diz a entidade.

“A sanção mostra uma visão enviesada, dogmática e etnocêntrica que não admite mais a leitura que se quer impor desde a sua especial e excludente interpretação subjetiva, por mais equivocada que seja”, continua a publicação.

“Pedimos à FA que proceda de forma imediata para anular a sanção imposta a Edinson Cavani e restaure diante do mundo o seu bom nome e sua honra, injustamente maculados por essa reprovável decisão”, acrescentou.

A FA não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.

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