Situada numa área de Mata Atlântica, principal bioma da cidade de João Pessoa, o território da capital da Paraíba tem 30,67% de cobertura vegetal.

Esse patrimônio ambiental guarda uma diversidade de animais, muitos deles convivendo com a população, que já está acostumada a cruzar o caminho com preguiças, corujas buraqueiras, raposas ou cachorros do mato. No mês em que o calendário ambiental reserva uma data para comemorar o Dia Mundial da Vida Selvagem (3 de março) e Dia Nacional dos Animais, lembrado neste domingo (14), os técnicos da Divisão de Estudos e Pesquisas (Diep) da Secretaria de Meio Ambiente (Semam) orientam sobre a melhor forma de convivência entre as pessoas e os bichos.

É comum encontrarmos, nos arredores das áreas verdes de João Pessoa, corujas-buraqueiras, carcarás, bem-te-vis, sanhaçus, cachorros do mato ou raposas, timbus, salamandras, urubus, entre outros animais. Por curiosidade, muitas vezes nos aproximamos e tocamos nos bichos. O biólogo Cláudio Almeida, da Diep, lembra que os animais silvestres têm seus habitats específicos e devem ser mantidos neles, sem interferência. “Os bichos fazem parte de uma cadeia alimentar e desempenham papel fundamental no equilíbrio ecológico e devem ser mantidos em seus ecossistemas sem interferência dos humanos”, destacou.

As corujas-buraqueiras costumam construir seus ninhos em áreas abertas, onde se reproduzem e buscam alimento. As raposas ou cachorros do mato se abrigam nas matas e têm o hábito de sair à noite para se alimentar, tanto de pequenas presas como frutos e muitas vezes correm o risco de serem atropelados.

Cláudio Almeida destacou ainda que a preservação das áreas verdes e dos animais é imprescindível para a saúde das pessoas. “Os animais estão numa rede de inter-relações ecológicos complexas, que mantém o equilíbrio dos ecossistemas e de todos os seus elementos. “Por exemplo, quando mantemos as áreas verdes, garantimos os reservatórios naturais de microorganismos que evoluíram com seus hospedeiros. Quando os animais são submetidos a impactos ambientais negativos e passam a ter contato com humanos, podem transmitir esses organismos, que se tornarão patógenos para as pessoas, muitas vezes provocando doenças fatais”.

Ações da Semam – Os técnicos da Semam trabalham com educação ambiental nas ações de fiscalização, licenciamento e pesquisa. Para o secretário de Meio Ambiente, Welison de Araújo Silveira, informação e sensibilização das pessoas é uma das ferramentas mais importantes para mudança de comportamento. “Só com o conhecimento é que podemos agir da forma correta, contribuindo para preservação de nossa fauna e flora”, concluiu.

O biólogo da Semam, Cláudio Almeida, falou sobre como as pessoas podem contribuir para que os animais silvestres tenham um mínimo de qualidade de vida. “Não fazer capturas, não alimentar, reduzir a velocidade dos veículos em trechos onde tenha fragmentos de florestas, por onde  os animais costumam passar e jamais comprar animais silvestres e nem realizar a soltura sem a supervisão técnica, o que inclusive consiste em crime ambiental”. Caso encontre algum animal silvestre na rua, o recomendado é ligar para a Polícia Ambiental, no 3218-7222.

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