O secretário executivo da saúde da Paraíba, Daniel Beltrame, respondeu uma das perguntas mais frequentes entre a população paraibana: Quando a população deve ser vacinada por completo? Foi durante entrevista concedida ao ‘Blog Política Por Elas’ esta quarta-feira (14).

Daniel Beltrame disse que esta é uma pergunta sem resposta. “Essa é uma resposta muito complexa de dar. Eu até me agustio porque eu gostaria muito de saber também. A gente 1,3 milhão de pessoas no grupo prioritário para alcançar, mas o número na Paraíba para a gente conseguir gerar uma proteção efetiva e dificultar a vida do vírus é 3,6 milhões de paraibanos, isso gera uma necessidade de termos o dobro desse número em doses de vacinas”; explicou Beltrame.

Daniel Beltrami pontuou o momento de incerteza sobre a continuidade do Plano de Vacinação daqui para frente. Atualmente, as cidades de João Pessoa e Campina Grande pararam de vacinar. Um novo lote de vacinas contendo 110.250 doses de vacinas coronavac e astrazeneca devem chegar à Paraíba no próximo sábado, para dar continuidade ao processo de imunização no estado.

Mas Daniel deu uma luz sobre a vacinação dos grupos prioritários admitindo que 1,3 milhão de pessoas podem ser vacinadas até o final do primeiro semestre. “Queremos alcançar o grupo prioritário no primeiro semestre”, afirmou. A vacinação vai dando sinais de sucesso no combate às mortes. Por exemplo, uma redução de 20% no número de internações de pessoas com idade acima de 80 anos , porém segundo aqcompanhamento da secretaria de saúde, na Paraíba, houve um aumento de 8% a 10% de internações de pessoas com idades entre 19 e 59 anos, nos ultimos meses.

“O Brasil tem uma desigualdade social que coloca como  um dos principais fatores num cenároio de pandemia . O Brasil descontriui a lógica de risco de morte por idade. Já não são só os mais velhos que correm risco de morrer”, disse.

Vacina é nossa única saída. Compromisso individual de se proteger. Daniel ainda trouxe uma alerta de um futuro próximo nebuloso, caso o processo de vacinação não avance. “A depender da velocidade em que as vacinas vão avançando e da nossa capacidade de se manter protegido, a gente pode viver um novo [mês] março em quatro a cinco meses. (Março foi o pior mês da pandemia para o estado da Paraíba).

O Brasil vive um banho maria da pandemia, não houve primeira e segunda onda. “Não brinque, não coloque sua vida em risco”, conclui Beltrami.

Confira a entrevista na íntegra:

 

 

 

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