RIO E BRASÍLIA — Pressionado pela falta de resultados concretos do governo e sem uma saída clara para reverter a queda de popularidade, o presidente Jair Bolsonaro intensificou o apelo a nichos de apoiadores, radicalização simbolizada pela convocação para as manifestações de terça-feira. Levantamento feito pelo GLOBO mapeou 30 das principais promessas de campanha, direcionadas a setores mais amplos e a grupos fiéis — 18 não saíram do papel, nove foram implementadas e três foram entregues em parte. A lista foi feita com base no programa de governo e em declarações.

Uma delas, aposta para mudar a curva acentuada de rejeição identificada pelas pesquisas, é a criação de um programa com valor superior ao do Bolsa Família. Batizada recentemente de Auxílio Brasil, a iniciativa esbarra na falta de espaço fiscal: o Orçamento enviado ao Congresso prevê um valor igual ao do programa criado pelo seu potencial adversário em 2022, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Completam o cenário a desarticulação na relação com os parlamentares — ponto que a adesão do Centrão ainda não equacionou, haja vista a derrota imposta pelo Senado na rejeição da minirreforma trabalhista na quinta-feira — e as desconfianças mútuas entre equipe econômica e coordenação política: auxiliares do ministro Paulo Guedes se queixam da falta de empenho dos colegas do Planalto.

Na matéria completa, exclusiva para assinantes, todas as investidas do governo federal que não chegaram a se concretizar nas áreas da economia, da segurança pública e do agronegócio, e análise de deputados e especialistas que buscam explicar o tom mais radical das últimas semanas.

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