Neste domingo (16), a extremista Sara Geromini “Winter” divulgou o nome e o endereço da menina de 10 anos que engravidou após estupro do tio. A bolsonarista defendia que a gestação – fruto de abuso e que poderia gerar riscos de saúde à menina – não fosse interrompida.

Após denúncias, a extremista apagou o tweet e ameaçou processar todos os que a estavam xingando. O caso gerou revolta.

Manifestantes fundamentalistas tentaram arrombar a porta principal do hospital. Eles protestavam contra o aborto e xingaram a menina de “assassina”.

A gravidez de uma menina de 10 anos é de sempre um risco para a vida da gestante. Trata-se de um procedimento de saúde necessário para preservar a vida da menor, segundo autoridades sanitárias.

Sara Winter foi presa em junho pela Polícia Federal por sua participação nos chamados “atos antidemocráticos”, que pediam fechamento do STF e do Congresso. Libertada, usa tornozeleira eletrônica.

Confira a o tuíte da bolsonarista, com as informações sensíveis ocultadas:

Em seguida, Lola apontou que a atitude de Sara Geromini é crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Segundo o advogado Ariel de Castro Alves, Winter violou a Constituição Federal, o ECA e o Código Penal. “Ela violou o direito ao respeito, previsto na Constituição Federal e no ECA, e também está incitando crime. Incitando as pessoas a irem ao hospital para praticarem violência contra a criança e os profissionais da saúde que irão atender ela”, afirmou.

Em vídeo publicado mais cedo, Winter já havia nomeado a criança, o que gerou repúdio da ativista Debora Diniz. “A moça fanática bolsonarista das tochas saiu da cadeia. Para cometer crime ainda mais terrível: fez vídeo de horror sobre a menina de 10 anos, alegando saber o nome dela. A nomeia. Por favor, não divulguem o vídeo. É uma menina, não uma disputa ideológica”, escreveu Diniz.

Em decisão judicial expedida no sábado (15), o juiz Antônio Moreira Fernandes, do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, permitiu que a menina possa realizar um aborto, levando em conta a vontade da criança. Neste domingo, hospital do Espírito Santo negou operação, o que fez ela ser encaminhada para outro estado.

A menina foi levada para a capital pernambucana exclusivamente para interromper a gravidez. Após a expulsão dos extremistas por um grupo de mulheres feministas, o procedimento foi realizado em segurança e a criança passa bem.

O Brasil, por lei, permite o aborto em casos de gravidez decorrente por estupro e em casos onde há risco de vida para a mãe ou anencefalia do feto.

Redação

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