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O general da reserva Alberto Santos Cruz (Podemos) disse, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, publicada neste sábado (4.dez.2021), que o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), e o pré-candidato à Presidência Lula (PT) destruíram a democracia. “Um destruiu a esquerda, o outro destruiu a direita”, afirmou.

Para Santos Cruz, o retorno do petista ou a reeleição de Bolsonaro configuraria um “retrocesso” para o país.

Sobre sua entrada na política, o general afirma que a ideia foi “amadurecendo” depois de sua saída do governo –em junho de 2019. À época, disse que havia uma “tentativa do governo de arrastar as Forças Armadas para o jogo político”.

Santos Cruz se filiou ao Podemos em 25 de novembro –dias depois do também ex-ministro Sergio Moro. Afirmou que seu objetivo é participar da vida pública “com mais intensidade” para ter a oportunidade de se “expressar” sobre a forma “descabida” que o atual governo está gerindo o país.

Para o general, as Forças Armadas têm sido utilizadas como “instrumento de jogo político”. Declarou que sua intenção é auxiliar Moro para que o país não se mantenha em um “dilema da polarização”.

Santos Cruz disse que não pensa em anunciar candidatura para as eleições de 2022. “Vou conversar com o partido. Se eu for colocado numa caixinha dessas, se acharem que tenho expressão, tudo bem, eu vou”, afirmou.

Ao ser questionado sobre a afirmação de Bolsonaro sobre Moro ser “traidor”, o general foi enfático: “O grande traidor deste país se chama Jair Messias Bolsonaro. Ele traiu todas as promessas de campanha. Traiu um país inteiro”.

Como exemplo, declarou que o presidente dizia ser contra a reeleição, mas que governa “desde o 1º momento pela reeleição”.

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