Desde janeiro até este final de semana o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da Capital já recebeu 17.026 mil trotes por meio de ligações telefônicas. Apesar do número de trotes ter diminuído com relação aos registrados no início do ano (em janeiro foram 4.463, fevereiro 4.362, março 3.978, abril 3.058 e, em maio, até o momento, pouco mais de 1.165), os números são considerados preocupantes por causa dos efeitos negativos que estas ligações causam ao serviço durante o atendimento de casos reais.

“Desperdício de tempo, porque a pessoa ocupa uma linha que poderia está atendendo uma pessoa que precisa de atendimento de fato. Além de uma possível saída de ambulância, que também poderia socorrer uma vida em risco”, alerta o coordenador geral do Samu, Galileu Machado. “É um tema recorrente, infelizmente, mas que nós estamos buscando conscientizar as pessoas sobre a gravidade, para que possamos diminuir cada vez mais”, completou.

Estrutura – O Samu Regional João Pessoa realiza ações educativas em meios de comunicação, ações nas escolas, Cras, Caps, Unidades Básicas de Saúde, entre outros. Sua estrutura conta com quatro Unidades de Saúde Avançada (USA), sete Unidades de Saúde Básicas (UBS) e sete motolâncias. As cidades de Cabedelo, Conde, Bayeux e Santa Rita contam com uma unidade cada, totalizando 15 unidades de atendimento móvel de urgência. A central também realiza a regulação médica para 60 municípios compondo a primeira macrorregião do Estado.

Passar trote configura crime e, quando identificado, o autor é enquadrado no artigo nº 340 do Código Penal por falsa comunicação de crime ou de contravenção, cuja pena é detenção de um a seis meses ou multa.

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