A Rússia enviou dois aviões com ajuda humanitária para Cuba neste sábado (24), incluindo 1 milhão de máscaras para auxiliar no combate ao forte aumento de casos de Covid-19 na ilha.

Os itens foram despachados por ordem do presidente Vladimir Putin para o país aliado em dois aviões do Ministério da Defesa, informou a pasta. São 88 toneladas com alimentos e equipamentos de proteção individual.

A ilha socialista de 11 milhões de habitantes vive um aumento preocupante no número de infecções e mortes por Covid-19. Desde o início da pandemia, foram registrados 316.383 casos e 2.203 mortes, segundo dados oficiais desta sexta-feira (23).

Somam-se a essa situação as dificuldades econômicas causadas pelo embargo econômico dos Estados Unidos.

Nesta quinta, Washington impôs novas sanções a Cuba, na primeira ação concreta do presidente Joe Biden para colocar pressão sobre o regime desde o início da onda de protestos na ilha.

De acordo com o site do Departamento do Tesouro, as medidas foram tomadas contra o general Alvaro Lopez Miera, ministro das Forças Armadas Revolucionárias, e uma unidade de segurança do Ministério do Interior por violações de direitos humanos durante a repressão às manifestações, as maiores registradas em Cuba em décadas.

Os efeitos imediatos da medida ainda não estão claros, mas a expectativa é de que consistam em congelamento de bens em território americano, bem como a proibição de viagens aos EUA. Esse tipo de ação tem um efeito mais simbólico que prático, com o intuito de denunciar e expor alvos da política externa de Washington.

“Este é apenas o começo”, disse Biden em um comunicado, expressando sua condenação por “detenções em massa e julgamentos simulados”. “Os Estados Unidos continuarão a punir os indivíduos responsáveis pela opressão do povo cubano.”

Biden enfrenta pressão de legisladores dos EUA e da comunidade cubano-americana para mostrar apoio aos maiores protestos que atingiram a ilha em décadas.

A velocidade com que o governo dos EUA elaborou novas sanções sinaliza ainda mais que Biden dificilmente suavizará a abordagem de seu país a Cuba no curto prazo. Seu antecessor, Donald Trump, havia revertido uma distensão histórica iniciada por Barack Obama.

Milhares de cubanos protestaram este mês contra uma crise econômica que trouxe escassez de produtos básicos e cortes de energia. Eles também se manifestaram contra a forma como o governo lida com a pandemia do coronavírus e as restrições às liberdades civis.

Ao final desses protestos, que causaram uma morte e deixaram dezenas de feridos, cerca de 100 pessoas foram presas, de acordo com várias organizações de oposição.
Biden havia prometido durante a campanha de 2020 reverter algumas das políticas de Trump para Cuba, mas o anúncio de quinta-feira sugere pouco em direção a um afrouxamento.

 

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