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A poucos meses do início das campanhas eleitorais, as redes sociais começam a executar novas iniciativas para tentar barrar a disseminação de informações falsas, as fake news. O fenômeno marcou as eleições brasileiras de 2018, com ataques maciços à Justiça Eleitoral e contra candidatos que concorriam à Presidência.

O aplicativo de mensagem rápida Whatsapp foi a principal ferramenta para divulgação de notícias enganosas. Um estudo feito pelo Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS-Rio) concluiu que, nas eleições de 2018, ferramentas de mensagens instantâneas “passaram a ser importantes instrumentos de divulgação de conteúdo político e eleitoral” pela ação de robôs sociais – difusores automatizados de mensagens. A falta de fiscalização e políticas públicas que pudessem impedir esse compartilhamento rápido, no entanto, tornou o aplicativo um terreno fértil para a proliferação de informações falsas.

A experiência fez com que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adicionasse uma resolução que proibiu a propaganda eleitoral por meio do disparo em massa de mensagens instantâneas sem o consentimento de quem a recebia. A medida também retirou a possibilidade de contratação de outros serviços.

Em abril de 2020, o WhatsApp restringiu o compartilhamento de conteúdos na plataforma, agora uma mensagem que tenha sido encaminhada mais de cinco vezes, chamada de “frequentemente encaminhada”, passou a só poder ser encaminhada para uma única conversa por vez. Isso levou a uma redução global, também observada no Brasil, de 70% no número de mensagens frequentemente encaminhadas no aplicativo, segundo a Meta.

Para 2022, a plataforma afirmou, por meio de nota, que vai apresentar “soluções ainda mais robustas do que trouxemos aos brasileiros nas eleições locais de 2020”, mas não especificou quais. Em 2020, além de restringir o compartilhamento de mensagens, o aplicativo firmou uma parceria com o TSE para as eleições municipais, criando um chatbot para que as pessoas tirassem dúvidas sobre a votação e desenvolveu um canal para receber denúncias de contas suspeitas de realizar disparos em massa. A aliança também incluiu um pacote de figurinhas para incentivar a participação dos jovens no processo eleitoral.

Com relação aos disparos em massa, a Meta afirma que o WhatsApp segue reforçando a atuação para enfrentar esse abuso e que seus sistemas de detecção estão bem mais avançados.

Sérgio Lüdtke, editor-chefe do Projeto Comprova, uma coalizão de 33 veículos de comunicação para combater desinformação, entende que essas soluções estão longe de acabar com a disseminação de informações enganosas e falsas, mas são bem-vindas.

Telegram

Na mira do TSE, outro aplicativo que poderá passar por mudanças no Brasil é o Telegram. A Corte discute a possibilidade de banir a ferramenta no Brasil, por não ter tido um retorno sobre as ações adotadas pelo aplicativo de mensagens para combate à desinformação eleitoral. O tema deverá ser discutido pelos magistrados em fevereiro.

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