O presidente do conselho de secretários estaduais de Saúde, Carlos Lula, disse em entrevista à coluna Painel, da Folha, que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, perdeu as condições para gerir a pasta, após ter feito um gesto obsceno contra manifestantes nos EUA.

“Uma vergonha. Lamento muito. Tem muita gente boa no ministério, de muitos anos de serviço prestado para o SUS, que não merecia ter esse tipo de gestor. Ele perdeu as condições de gerir a pasta com essa atitude, [perdeu condições] de continuar como ministro. Mas talvez com o presidente ele tenha se fortalecido”, disse Lula, que também é secretário no Maranhão.

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Lula diz que quem conduz o Ministério é o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e que o ministro “tenta apenas dar um verniz de tecnicidade, mas tão somente reproduz as atitudes do presidente, e está no cargo por causa disso”.

O secretário também comentou sobre o caso Prevent Senior, investigado pela CPI da Covid, no qual a operadora de planos de saúde teria realizado procedimentos ilegais, receitando para pacientes de Covid-19 o chamado “kit covid”, com remédios ineficazes contra a doença, e em vários casos escondendo do paciente e da família que usavam tal método. O procedimento causou a morte de pacientes, que foram ocultadas pelo plano. Lula chamou o caso de “eugenia”.

“Em relação à condução de plano de saúde privado na vida das pessoas. Absurdo aquilo. Eugenia aquilo que aconteceu. Claramente. Não dá pra admitir isso. E pior, aparentemente, com uma articulação com o governo federal de maneira paralela, ‘vai tentando aí’, usando pessoas de cobaias, porque a gente precisa de uma estratégia para não parar a economia do país”, disse Lula – Istoé.

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