O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que não está preocupado com as denúncias de possíveis irregularidades na compra da vacina Covaxin, contra a Covid-19. Nesta quinta-feira (24), o titular da pasta admitiu que o setor responsável por analisar esse tipo de contrato pode sofrer mudanças.

“Essa questão está no jurídico. Quando tivermos uma posição definitiva, iremos informar. A preocupação do Ministério da Saúde com o assunto Covaxin é zero”, destacou, antes de ir à Fundação Nacional de Saúde (Funasa). “A minha função é conduzir o Ministério da Saúde e adquirir doses da vacina. Eu assumi o ministério há 90 dias, e estamos adotando medidas para nos adequarmos à nova realidade. Sempre é necessário fazer ajustes”, acrescentou.

Com a polêmica envolvendo o contrato da vacina, o Palácio do Planalto decidiu investigar o servidor que teria alertado o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) das irregularidades. O servidor Luis Ricardo Miranda, chefe da divisão de importação do Ministério da Saúde, disse ao Ministério Público Federal (MPF) ter sofrido “pressão incomum” de outra autoridade da pasta para assinar o contrato com a empresa Precisa Medicamentos, que intermediou o negócio com a Bharat Biotech.

Documentos obtidos pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid indicam possível superfaturamento na aquisição do imunizante. O valor contratado pelo governo federal, de US$ 15 por vacina (R$ 80,70), ficou acima do preço inicialmente previsto pelo laboratório Bharat Biotech, de US$ 1,34 por dose.

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