A morte de uma professora da rede particular de ensino em João Pessoa nesta sexta-feira (12), causou grande comoção nas redes sociais. Martha S. Mendonça, era professora de inglês em uma escola particular da capital, e morre exatamente há 28 dias da publicação do decreto nº ° 9.671/2021, onde o prefeito Cícero Lucena autoriza as instituições de ensino funcionarem também de forma presencial, a partir do dia 18 de janeiro.

Em nota, a escola particular onde Martha trabalhava lamentou sua morte , citou o caso como sendo “desígnios de Deus”, e enfatizou que sua alegria e dedicação ao trabalho seriam inesquecíveis.

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Em contraponto, os sindicatos dos professores da rede pública de ensino têm pedido insistentemente que, só sejam retomadas as aulas presenciais após a vacinação contra o Covid-19 pelos profissionais de educação, que vão desde os professores, aos demais servidores das escolas públicas estaduais e municipais.

“A educação sempre é dita que é prioridade, mas, num momento como este, onde temos exemplos em vários lugares de companheiros que morreram após voltarem às aulas presenciais, bem como contaminação em massa de alunos e funcionários, o Governo da Paraíba, bem como prefeituras, insistem em querer retomar as aulas de forma presencial sem ao menos termos sido imunizados(as). Quantas profissionais precisarão morrer como nossa companheira? Quantos alunos(as) levarão o vírus para casa infectando e até matando pais, avós e parentes, serão necessários para esses  políticos pelo menos por medo da opinião publica serem mais sensatos?”, desabafou a professora Helena Menezes da rede estadual de ensino.

Na cidade de Remígio, PB, os professores, seguindo a greve dos professores de Campina Grande e Puxinanã, nesta sexta-feira (12), também decidiram em assembleia que só retornam as aulas presenciais quando a prefeitura vacinar toda a categoria de trabalhadores da educação. Enquanto isso, irão permanecer nas aulas remotas.

Na cidade de Santa Rita, PB, um decreto da Prefeitura Municipal, publicado no Diário Oficial Eletrônico, define que as aulas voltarão no sistema híbrido no dia 22 de fevereiro. Segundo o documento, a medida vale para as instituições de ensino infantil, fundamental, médio e superior. A forma híbrida prevê que parte os estudantes poderão assistir às aulas tanto de forma presencial como de forma remota.

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Santa Rita – SINFESA, participou de uma reunião com o Conselho Municipal de Educação, onde ficou decidido que, as escolas municipais ainda irão permanecer no ensino remoto à princípio, mas, os professores e servidores das escolas municipais são enfáticos ao dizerem que, se for determinada a volta às aulas de forma semipresencial ou presencial, seguirão o exemplo de Campina Grande, e farão assembleia para deliberarem greve até que esse profissionais sejam vacinados.

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