O Instituto Butantan informou que está em negociação com o National Institute of Health (NIH), dos Estados Unidos, para viabilizar estudos e, possivelmente, a produção da vacina contra a varíola dos macacos, também conhecida como Monkeypox, no Brasil. A iniciativa acontece em meio ao aumento de casos e mortes pela doença no país.

Segundo a entidade, o possível acordo prevê a transferência de material biológico ao Brasil, permitindo a geração de bancos de células e vírus para o desenvolvimento do imunizante. “O objetivo é ter um produto final seguro, com eficácia e imunogenicidade”, disse o gerente de Inovação do Instituto Butantan, Cristiano Gonçalves Pereira.

Atualmente, o Brasil é o país com o maior número de mortes pela varíola dos macacos, contabilizando oito das 36 notificadas mundialmente até 28 de outubro, além de ser o segundo em número de casos (9,2 mil). Dos óbitos, dois ocorreram em São Paulo, três no Rio de Janeiro e três em Minas Gerais, conforme o Ministério da Saúde.

Para conter as infecções, o governo federal comprou, em agosto, 50 mil doses da vacina Jynneos/MVA-BN, que combate a varíola comum e o Monkeypox, produzida pela farmacêutica dinamarquesa Bavarian Nordic. A primeira remessa do lote, no entanto, chegou somente em outubro e em número reduzido: 9,8 mil doses, que serão destinadas apenas a profissionais de saúde e pessoas que tiveram contato com infectados.

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