O Ministério Público Federal (MPF) está monitorando as manifestações realizadas por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) na Paraíba e em mais 16 estados, além do Distrito Federal. Segundo informou o jornal O Estado de São Paulo, os procuradores querem saber se há financiamento externo dos acampamentos realizados próximos aos quartéis do exército.

Em João Pessoa, bolsonaristas estão acampados há duas semanas nas imediações do 1º Grupamento de Engenharia na avenida Epitácio Pessoa, principal via da capital paraibana. Os presentes questionam o resultado da eleição do último dia 30 que consagrou Lula (PT) como novo presidente da República e pedem intervenção federal como maneira de impedir a posse do petista, prevista para acontecer no dia 1º de janeiro de 2023.

Alguns fatos chamaram atenção dos procuradores, a exemplo da padronização de bandeiras, a instalação de banheiros químicos e a distribuição de comidas chamou a atenção dos procuradores nos últimos dias.

Há pelo menos outras quatro frentes de investigação:

  • Violações de direitos ao impedir o direito de ir e vir dos cidadãos;
  • Uso de mulheres, crianças e idosos como escudo humano para evitar ações policiais;
  • Discurso de ódio e gestos nazistas;
  • Listas de boicote por motivação política;

Além da Paraíba, são investigados atos no Acre, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima, Rio Grande do Norte, São Paulo, Santa Catarina e Tocantins.

Com gritos de “intervenção”, bolsonaristas entram no 4º dia de protesto em JP

Bolsonaristas pedem intervenção federal em frente ao 1º Grupamento de Engenharia

Como informado pelo Estadão, o MPF divulgou um comunicado em que afirma que autoridades locais têm sido “lenientes” com os manifestantes. Procuradores ouvidos pela reportagem confirmaram a falta de empenho em alguns Estados para dispersar os atos mesmo após a ordem do Supremo Tribunal Federal (STF).

O procurador federal dos Direitos do Cidadão Carlos Alberto Vilhena, um dos nomes à frente da articulação do MPF, disse que as manifestações, “por se dizerem patriotas, tendem a ter maior leniência e tolerância das autoridades públicas federais e estaduais”. “No entanto, os ânimos estão mais exaltados por conta da divisão ideológica e não podemos admitir manifestações que violem outros direitos, como a nossa ordem democrática” defende.

MaisPB com Estadão 

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