O PP do ministro Ciro Nogueira e o Republicanos do vice-presidente Hamilton Mourão preparam recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) questionando a inclusão das legendas na ação encabeçada por Valdemar Costa Neto, presidente do PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, que questiona o resultado das eleições.

A base de apoio do presidente Bolsonaro se enfraquece após o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, multar as coligações em R$ 22,9 milhões por litigância de má-fé, atribuindo a iniciativa do PL ao interesse de alimentar os discursos antidemocráticos nos bloqueios de estradas que vem ocorrendo no país.

PP e Republicanos alegam não ter nenhuma ligação com os atos golpistas e a contestação das urnas. Ambos os partidos deram diversas declarações reconhecendo o resultado das eleições logo após a divulgação oficial do TSE, no último dia 30, que elegeu Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo apurado pela colunista Denise Rothenburg, do Correio, o presidente em exercício do Progressistas, deputado Claudio Cajado (BA), disse que o partido não foi consultado para integrar a ação do PL contra as urnas eletrônicas. “Não fomos consultados, não demos procuração. Entendemos que o processo eleitoral acabou”, disse Cajado. Para o PP, a coligação só era válida ao longo do processo eleitoral que terminou com o segundo turno. “Reconhecemos o resultado das eleições e não pretendemos contestá-lo”, afirmou Cajado.

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