Membro do grupo técnico de minas e energia da equipe de transição, o senador Jean Paul Prates (PT-RN) afirmou nesta quinta-feira (24) que a política de preços adotada pela Petrobras não é da estatal, mas sim do governo. Segundo ele, o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), poderá adotar algum “colchão de amortecimento” para que o preço pago pelo consumidor nos combustíveis seja menor. Prates não deu detalhes de como a medida seria na prática, mas negou que vá haver controle de preços.

“Essa política de preços não é da Petrobras. A política de preços é do governo. Vamos começar a separar bem essas coisas. A Petrobras vai fazer a política de preços dela, para os clientes dela, para o volume, qualidade de clientes, enfim, como qualquer empresa vende”, afirmou Prates.

“Quem vai dar a política de preços, em geral, para o Brasil, se vai ter alguma forma, algum colchão de amortecimento, conta de estabilização, preço de referência etc., sem absolutamente falar algo de congelamento, nenhum ato forte nesse sentido interventivo, é o governo brasileiro”, completou o senador.

A Petrobras adota o modelo de preço de paridade internacional (PPI), o que faz com o que o preço da gasolina, do etanol e do diesel acompanhe a variação do valor do barril de petróleo no mercado internacional. A empresa foi criticada diversas vezes pelo presidente Jair Bolsonaro diante da alta dos combustíveis.

Alta nos preços dos combustíveis

Os cinco aumentos seguidos ao consumidor vieram apesar de a Petrobras manter o preço do combustível congelado há ao menos 73 dias. A gasolina, por exemplo, sobe desde o dia 2 de outubro, quando o litro chegou a R$ 4,79. Desde então, o produto já acumula alta de 4,8% nas bombas. Isso se deve a aumentos praticados por refinarias privadas, como a de Mataripe (BA), importadores e varejistas.

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