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A Justiça determinou nesta sexta-feira (26) a soltura do policial civil José Alonso Santana e o militar Gilvan Moraes de Oliveira, ambos de Sergipe, que haviam sido presos pelo envolvimento em uma operação policial que resultou na morte do empresário Gefferson Moura, de Cajazeiras. O caso aconteceu no dia 16 de março em Santa Luzia, sertão da Paraíba.

A confirmação veio do advogado de defesa do delegado Osvaldo Resende Neto, o terceiro réu no processo, que já havia conseguido liberdade na última terça-feira (23) após decisão do Superior Tribunal de Justiça. Em declaração para o g1, e que o ClickPB teve acesso, o advogado de defesa Guilherme Maluf alegou que “as situações são idênticas” e por isso pediu que os efeitos se estendessem aos policiais.

“Ao mesmo tempo enviamos ao juiz um pedido de extensão do benefício, considerando que as situações são idênticas e, no dia de hoje, o juiz da Comarca de Santa Luzia (PB) entendendo que as situações são idênticas estendeu, então, o pedido de liberdade, expediu o alvará e concedeu a liberdade aos dois policiais. Então ambos serão colocados em liberdade na data de hoje”, explicou.

Entenda do caso

No dia 16 de março, os policiais estavam em território paraibano investigando um grupo que atua no roubo de cargas em Sergipe e que estava escondido na Paraíba. Eles alegam ter se deparado com um veículo em atitude suspeita e com o condutor armado com uma pistola. Teria havido reação e os policiais atingiram o motorista ainda teria sido socorrido, mas morrido em seguida.

A família nega a versão apresentada pelos policias e diz que o empresário estava indo buscar o pai que estava doente de Covi-19 para levá-lo ao médico.

Em abril, a Justiça recebeu a denúncia do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e tornou réus o delegado Osvaldo Resende Neto, o policial civil José Alonso Santana e o militar Gilvan Moraes de Oliveira, que estava cedido à Polícia Civil.

Os três policiais civis de Sergipe que se apresentaram à Corregedoria da Polícia Civil, no dia 24 de agosto, após terem a prisão preventiva decretada pela Justiça da Paraíba, quando foram oficialmente presos.

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