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Em 2021, o plano de saúde do Senado bateu recorde de despesas médicas com parlamentares e ex-parlamentares. O pagador de impostos bancou quase R$ 32 milhões para custear a assistência à saúde, que contempla os políticos e seus familiares.

De acordo com a revista Crusoé, o valor é o maior em dez anos e ainda supera o dobro do gasto de 2020 (quase R$ 15 milhões).

Os beneficiários são 82 senadores, entre titulares e licenciados que mantêm o direito ao benefício, e suplentes, bem como 153 dependentes de parlamentares com mandato, 174 ex-senadores e os cônjuges de 183 ex-senadores — incluindo 61 viúvas.

Cerca de R$ 24 milhões foram gastos com o custeio de serviços médico-hospitalares, odontológicos e laboratoriais contratados por senadores e ex-senadores. Além disso, o Senado pagou R$ 7,6 milhões em reembolsos.

O plano de saúde do Senado é vitalício. Para ter acesso a ele, basta exercer o cargo de senador por 180 dias ininterruptos. Ou seja: é preciso cumprir apenas cerca de 6% do período oficial de mandato da Casa (oito anos, ou 2.924 dias).

As contas pagas pelo plano de saúde do Senado com o dinheiro do pagador de impostos não são detalhadas por beneficiário. Os valores nem sequer são discriminados por fornecedores e prestadores de serviços. A alegação é que essas informações têm sigilo em respeito “à intimidade das pessoas, nos termos do art. 31 da Lei nº 12.527, de 2011”.

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