Após ser exonerado do cargo nesta terça-feira, o general Eduardo Pazuello pode ter que responder ao inquérito que apura sua gestão durante a pandemia do coronavírus na primeira instância.

Ao deixar de ser ministro, Pazuello perdeu o foro privilegiado. Com isso, a Procuradoria-Geral da República pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) a mudança de instância para a Justiça Federal no Distrito Federal.

Caberá ao relator do inquérito, ministro Ricardo Lewandowski, decidir se o processo continuará no Supremo ou mudará de instância.
Segundo assessoria da PGR, esse tipo de pedido é “praxe”

Lewandowski abriu o inquérito contra Pazuello em janeiro para apurar uma suposta omissão do então ministro da Saúde na gestão da pandemia do Covid-19 em relação ao colapso da saúde pública em Manaus. Na ocasião, o ministro do STF atendeu a pedido de apuração do procurador-geral da República, Augusto Aras.

Depois que decidiu tirar Pazuello do comando do Ministério da Saúde, o presidente Jair Bolsonaro chegou a pensar em criar um novo ministério, que cuidaria justamente da Amazônia, para abrigar o general e manter o foro. A ideia, porém, não prosperou.

A ideia que ainda continua sendo avaliada no governo é de entregar a Pazuello o comando do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI).

 

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