Integrantes da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR) estão monitorando ao menos nove contas bancárias para financiar atos em 7 de setembro em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O levantamento feito pelo UOL localizou as contas em pesquisa em grupos de militantes e em redes sociais.

Segundo a reportagem, a maioria delas recebe recursos com chave Pix. Um grupo possui método de arrecadação por bitcoins, com campanha do sobrinho de Bolsonaro. Outro grupo, o Nas Ruas, possui financiamento por meio do Paypal, que permite obter dinheiro a partir do exterior.

Apoiadores do presidente dizem que as manifestações são democráticas e não visam a um golpe de Estado. Opositores de Bolsonaro afirmam o contrário, já que ao menos um dos movimentos que organizam as manifestações pede a destituição de ministros da Corte.

Em 20 de agosto, foi bloqueada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) uma outra conta, ligada ao Movimento Sete de Setembro e ao caminhoneiro Marcos Antônio Pereira Gomes, o Zé Trovão. Na avaliação da PGR, os militantes planejavam atos de violência, como invasão ao STF e ao Congresso.

O grupo de Trovão divulgou mais contas para levantar dinheiro na semana passada e o advogado dele, Levi Andrade, informou ao UOL que o protesto será pacífico, que a arrecadação é legal e que a abertura da nova conta foi feita por Luís Antônio Mozzin, empresário do cantor Sergio Reis, alvo de busca e apreensão pela polícia. O movimento perdeu cerca de R$ 50 mil com o confisco determinado pelo STF.

Bancar a organização de manifestações é legal no regime democrático. No entanto, quando o objetivo é praticar algum crime, a organização logística disso é considerada ilícita.

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