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Petrobras elevou neste quarta-feira (2) o preço do querosene de aviação (QAV) em cerca de 11% na comparação com o mês de maio. No acumulado do ano, a alta do QAV supera 60%, o que pressiona os custos das companhia aéreas e cria repasses de preços nas passagens para os consumidores.

O QAV representa mais de um terço dos custos totais das companhias aéreas. Um levantamento da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) mostra que o combustível dos aviões acumula alta de 64,3% apenas em 2022.

Ainda de acordo com a associaçao, o preço do QAV no Brasil chega a ser 40% superior em comparação com a média global.

“Esses dados comprovam a pressão diária que as empresas enfrentam com a alta dos custos estruturais, especialmente o preço do QAV, que tem sido impactado pela alta da cotação do barril de petróleo no mercado internacional, por causa da guerra na Ucrânia”, disse em nota o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz.

 

“A valorização do dólar em relação ao real também é um desafio cotidiano, já que metade dos custos do setor são dolarizados”, acrescentou.

Em nota, a Petrobras informou que os preços de venda de querosene de aviação (QAV) às companhias distribuidoras são ajustados mensalmente e que o reajuste médio implementado em 1º de junho foi de 11,4%. “Os preços de venda de QAV da Petrobras buscam o equilíbrio com o mercado internacional e acompanham as variações do valor do produto e da taxa de câmbio, para cima e para baixo”, disse.

Preço das passagens

 

A nova pressão de custos das empresas de aviação pode gerar novos reajustes de preços das passagens aéreas.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que as passagens de avião tiveram alta de 18,40% no mês passado — a maior variação entre os itens pesquisados na composição do IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial do país.

Em 12 meses, o item quase dobrou de preço: a alta foi de 89,19%, perdendo só pra disparada dos preços da cenoura, de 146,31%.

Reportagem do g1 mostra também que viajar de avião nas férias de julho ficou mais caro do que antes da pandemia para muitos lugares, principalmente para o brasileiro que quer viajar para fora.

Dentre os voos mais buscados entre 3 e 10 de maio para embarcar em julho, os que mais tiveram alta de preços, em relação a igual período de 2019, foram para Santiago, no Chile, (+103%), Paris, na França, (+79%) e Porto, em Portugal (+75%).

Segundo o buscador Kayak, que fez o levantamento, a ideia era comparar “duas épocas similares”, ou seja, sem os efeitos das restrições da pandemia do coronavírus. A pesquisa considerou todos os voos de ida e volta partindo de todos os aeroportos do Brasil com destino a todos os aeroportos nacionais e internacionais.

G1

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