O grupo de pesquisa Materiais e Construções Sustentáveis do Instituto Federal da Paraíba (IFPB) está desenvolvendo estudos para criação de concretos e materiais para impressão 3D, com redução de até 70% no uso de cimento Portland.

Segundo o coordenador do grupo, o professor Marcos Alyssandro dos Anjos, o foco principal é a redução das emissões de CO2 resultantes de atividades humanas como indústria, automóveis, entre outras.

As pesquisas desenvolvidas realizam estudos que minimizem a emissão de gás carbônico vinda da produção do cimento Portland, já que esse material é responsável por 5% das emissões globais.

  • “É quase impossível pensar em um mundo sem cimento, pois para onde olhamos tem cimento Portland, em casa ou edifício tem muito concreto e argamassa. Nosso foco é avaliar materiais substitutos parciais do cimento para produzir argamassas e concretos com a mesma qualidade que se usássemos apenas cimento Portland”, frisa o docente.

Os pesquisadores também têm pesquisado materiais alternativos ao uso da areia e brita natural, usando agregados reciclados de construção e outros insumos.

Impressão 3D em concreto

A impressão 3D em concreto, também conhecida como 3D concrete printing – 3DCP, é uma tecnologia cuja finalidade é construir edificações por meio de um sistema robotizado (braços ou pórticos mecanizados).

Com essa tecnologia, as paredes são construídas a partir da leitura que o computador faz de um projeto, depositando camadas de material a base de cimento Portland, camada após camada até construir a edificação. As impressoras 3D mais comuns são capazes de imprimir pequenos objetos, mas a impressora para concreto tem que ser muito grande para poder construir as edificações.

“O desafio maior é que no Brasil não existem impressoras para concreto para serem vendidas no mercado. Por isso, há uma corrida entre os centros de pesquisa para desenvolver esta tecnologia no país. Nós projetamos e montamos uma impressora de pequeno porte para desenvolvimento dos produtos à base de cimento imprimíveis, essa primeira impressora foi montada em 2020, em plena pandemia, com recursos próprios meus e do mestrando e ex-aluno do IFPB, Leonardo Dias”, explica o professor Marcos Alyssandro.

A partir de então, foram iniciadas as pesquisas em 3DCP no IFPB. Os pesquisadores do grupo já estão desenvolvendo outras duas impressoras em tamanho real, com apoio de editais institucionais, como: Economia 4.0 do IFES/SETEC/MEC; Edital Universal da FAPESQ/PB; e editais de pesquisa do IFPB. De acordo com os pesquisadores, esse apoio tem sido fundamental.

PORTALCORREIO

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

2 × cinco =