Pelo menos 17.026 mil trotes telefônicos foram registrados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de João Pessoa, desde janeiro de 2021 até o domingo (23). Passar trote configura crime e se identificado, o autor é enquadrado por falsa comunicação de crime ou de contravenção, que tem como pena detenção de um a seis meses ou multa.

De acordo com a prefeitura, embora tenha sido registrada uma queda em relação aos primeiros meses do ano, quando em janeiro foram 4.463 trotes, fevereiro 4.362, março 3.978, abril 3.058 e, em maio, até o momento, pouco mais de 1.165 ligações com informações falsas, o dado preocupa por causa das consequências, como retardamento do atendimento de cidadãos que estão necessitando do serviço de urgência.

“Desperdício de tempo, porque a pessoa ocupa uma linha que poderia está atendendo uma pessoa que precisa de atendimento de fato. Além de uma possível saída de ambulância, que também poderia socorrer uma vida em risco”, alerta o coordenador geral do Samu, Galileu Machado. “É um tema recorrente, infelizmente, mas que nós estamos buscando conscientizar as pessoas sobre a gravidade, para que possamos diminuir cada vez mais”, completou.

O Samu Regional João Pessoa realiza ações educativas em meios de comunicação, ações nas escolas, Cras, Caps, Unidades Básicas de Saúde, entre outros. A estrutura do serviço conta com quatro Unidades de Saúde Avançada (USA), sete Unidades de Saúde Básicas (UBS) e sete motolâncias. As cidades de Cabedelo, Conde, Bayeux e Santa Rita contam com uma unidade cada, totalizando 15 unidades de atendimento móvel de urgência. A central também realiza a regulação médica para 60 municípios compondo a primeira macrorregião do estado.

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