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Após visitar refugiados ucranianos na Polônia, presidente americano fez duras críticas a Vladimir Putin, a quem chamou de “carniceiro”.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou neste sábado (26/03) que seu homólogo russo, Vladimir Putin, “não pode permanecer no poder”. Foi a primeira vez que Washington pediu uma mudança de governo na Rússia devido à guerra na Ucrânia.

“Pelo amor de Deus, este homem não pode permanecer no poder”, disse Biden ao terminar um discurso em Varsóvia, na Polônia, após conversar com refugiados ucranianos.

Ele também disse que a guerra na Ucrânia já se tornou um “fracasso estratégico para a Rússia” e que “o rublo foi reduzido a escombros”.

Mais uma vez, o democrata advertiu Putin de que haverá consequências se as tropas russas entrarem dentro do território da Otan. “Nem pense em mover-se um centímetro dentro do território da Otan”, alertou.

O governante dos EUA também aproveitou a ocasião para enviar uma mensagem de solidariedade à Ucrânia e disse ao povo russo que “eles não são inimigos” dos EUA e que Putin devolveu seu país “ao século 19”.

O presidente dos EUA também disse que não tem certeza se a Rússia mudou sua estratégia na guerra na Ucrânia, depois que o Kremlin anunciou que sua prioridade agora é “libertar” totalmente a região separatista do Donbas, no leste da Ucrânia.

Visita a centro de refugiados

Antes do discurso, ao conversar com repórteres, Biden chamou Putin de “carniceiro”, ao ser questionado pela imprensa sobre sua reação ao ver o sofrimento dos refugiados.

Biden visitou o Estádio Nacional de Varsóvia, convertido em um centro de refugiados para acolher algumas das mais de 2,17 milhões de pessoas que fugiram da Ucrânia para a Polônia desde o início da guerra.

Durante a visita, Biden conversou com vários refugiados ucranianos, abraçou uma mulher e pegou uma menina no colo.

Mais tarde, afirmou à imprensa que algumas crianças lhe pediram para orar por seus pais, avós ou irmãos que estão na Ucrânia lutando contra as forças russas.

“Lembro como é ter alguém em uma zona de guerra”, disse o presidente americano, referindo-se a seu filho Beau, que morreu em 2015 de câncer no cérebro e que combateu no Iraque.

“Toda manhã você acorda e se pergunta. Você só quer rezar para não receber essa ligação. Este é um grupo maravilhoso de pessoas”, acrescentou.

Biden visitou centro de refugiados em Varsóvia
Biden visitou centro de refugiados em Varsóvia

Encontro com o presidente polonês

Também neste sábado, Biden se reuniu com o presidente polonês, Andrzej Duda, e procurou tranquilizar o governo da Polônia sobre o compromisso de Washington com a defesa da Europa Oriental. Ele reiterou que o pacto de defesa mútua da Otan é um “compromisso sagrado” para os Estados Unidos.

“Sua liberdade é nossa”, disse Biden. “Estou confiante de que Vladimir Putin estava contando com uma divisão da Otan”, acrescentou Biden sobre o presidente russo. “Mas ele não foi capaz de fazer isso. Nós todos ficamos juntos.”

Como o maior membro da Otan no antigo bloco oriental, a Polônia está desempenhando um papel fundamental na resposta ocidental à invasão da Rússia. O presidente dos EUA observou que a Polônia vem “assumindo uma grande responsabilidade, mas isso tudo deveria ser responsabilidade da Otan”.

Mais cedo, Biden participou de conversas entre integrantes dos governos dos EUA, Polônia e Ucrânia sobre a resposta global ao conflito.

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, e o secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, participaram da reunião junto com o ministro do Exterior da Ucrânia, Dmytro Kuleba, e o ministro da Defesa do país, Oleksii Reznikov.

As autoridades discutiram “o compromisso inabalável dos EUA com a soberania e a integridade territorial da Ucrânia”, disse a repórteres o porta-voz do Departamento de Estado Ned Price.

Durante sua viagem pela Europa, que começou na quarta-feira, Biden também visitou os militares dos EUA perto da fronteira com a Ucrânia e participou em Bruxelas de três cúpulas – da Otan, do G7 e da União Europeia (UE) – focadas na invasão russa da Ucrânia.

le (EFE)

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