Pedro Sampaio esperou muito até encontrar a música para gravar com Pabllo Vittar, mas, quando escreveu e produziu “Sal”, sentiu que tinha chegado ao “feat perfeito”

 

Ao g1, o músico falou sobre:

  • A criação de ‘Sal’ e a parceria com Pabllo;
  • a letra ambígua, que pode se referir ao sal, a uma gíria de Belém do Pará, e a drogas;
  • o selinho em Pabllo e a relação ‘muito aberta’ entre eles;
  • a liberdade sexual dele. O DJ considera ‘atrasado’ dizer que é ‘gay’, ‘bi’ ou ‘hétero’ e diz que se sente livre para sair com homens e mulheres.
  • A música foi lançada na noite desta quinta-feira (10) e mistura fases diferentes da carreira da drag queen e do DJ carioca. Tem arrocha, eletrônica e depois vira uma grande balada eletrônica com arrocha.

    “Teve um período de Pablo que eu amo: ‘KO’, ‘Seu Crime’, onda que ela vem com a raiz do Brasil e fica muito dançante. Mas também eu quis trazer a Pabllo de hoje, que é mais eletrônica, um pouco mais futurista”, explica ao g1.

    “Minha ideia também era não perder a essência do Pedro Sampaio. ‘Sal’ ficou na medida certa como melhor momento da Pabllo e do Pedro”.

    Ao cantar sobre praia e “sal”, a parceria é a aposta de Pedro para o verão, mas ele ainda deve lançar mais uma música até o final do ano.

    Os dois citam “sal” várias vezes na música, não só com o sentido de praia, areia ou água salgada.

    O produtor de 24 anos explica que é uma expressão de Belém do Pará como sinônimo de algo muito bom, mas não descarta a ambiguidade que pode gerar com drogas.

    “Peguei essa expressão em todos os sentidos. No refrão é autoexplicativo, mas também tem isso de ser ‘sal’ como gíria do Norte. Tem gente também que fala que sal é MD”.

    MD é o nome mais comum dado ao MDMA (metilenodioximetanfetamina), droga sintética usada principalmente por jovens em festas e baladas, também chamado de ecstase e bala.

    “Várias das minhas músicas têm essa ambiguidade. A criança ouve de um jeito, o adulto de outro, o adolescente ouve de outra. É muito amplo”.

    Pabllo e Pedro juntos?

    No começo da semana, Pabllo e Pedro foram fotografados juntos na praia e deram um selinho no palco do programa “Música Boa”, do Multishow.

    Foi o suficiente para a internet começar a especular se os artistas estariam saindo. “É um pouco de tudo”, diz ele ao g1.

    “A gente tem uma relação muito aberta, muito ampla, mas não é nada vou noivar, vou namorar”.

     

    “Essa falta de liberdade, essa coisa tão engessada perde a graça de tudo. Além disso, é muito o que a Pabllo luta contra. Se estou fazendo uma música com a Pabllo, eu tenho que embarcar nessa onda, que é a minha verdade já, mas tenho que potencializar com ela”.

    O produtor nega que os dois episódios tenham sido combinados ou uma ação de marketing para promover a música.

    Liberdade sexual

    Outro episódio que gerou muitos comentários na internet rolou quando Pedro compartilhou um tweet de Jão em 23 de setembro, dia da visibilidade bissexual.

    O DJ repostou a foto do cantor de “Idiota” com corações coloridos. Ao g1, ele diz que “levanta a bandeira da liberdade”.

    “A gente está sempre descobrindo, sempre se modificando. Acho que isso é tão atrasado: ‘sou gay’, ‘sou bi’, ‘eu sou hétero’. Você é você, faz o que você quiser, quando quiser, com quem quiser”.

    Questionado se ele se sente livre para sair com homens ou mulheres, ele responde: “Sim, me sinto”.

    “Teve um período da minha vida que a gente vai entendendo, quando a gente é novo… mas depois percebi que muitas das coisas que a gente fica noiado é muito por conta da sociedade, da cultura que a gente está inserido”.

    “Isso só limita, limita demais. Construindo minha carreira, me conhecendo como artista, isso vai dando uma liberdade. É muito maior do que isso. A gente está aqui na Terra para fazer algo muito maior do que apontar o dedo, isso é uma grande bobeira”.

    “Os principais artistas do Brasil estão dentro da comunidade LGBT, sofreram muito, principalmente os mais antigos sofreram muito com essa falta de liberdade imposta pela sociedade”.

    “Como um artista da minha geração, não dá mais para a gente ficar vendo notícia de violência, preconceito com qualquer coisa. A minha geração precisa quebrar essas barreiras”.

    “A gente precisa de liberdade, a gente precisa estar confortável no nosso dia-a-dia na nossa vida. Quanto mais eu puder fazer para, dentro da minha verdade, dentro da minha realidade, dar força para isso, podem contar comigo 100%”.

    G1

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