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A Energisa, em parceria com a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e com o Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool da Paraíba (Sindalcool-PB), tem intensificado as ações de conscientização para prevenção e controle às práticas de queimadas nos canaviais do Estado. Iniciado em setembro, o trabalho em conjunto já tem colhido resultados positivos, com a redução considerável de 99,5% das ocorrências de queimadas próximas às redes elétricas na Paraíba.

A criação de um grupo de trabalho, entre a Energisa e as instituições, vem auxiliando no rastreamento e na agilidade do combate às queimadas. Estudo das áreas de plantação, debates de rotinas do plantio e colheita, detalhamento dos processos de trabalho da Energisa, da Asplan e das usinas, também foram incluídas em um plano de trabalho, que levou em consideração as especificidades e estrutura dos profissionais e da concessionária.

Com o trabalho em conjunto, a identificação dos locais e da autoria dos incêndios ficou mais rápida e eficiente, impactando diretamente na agilidade do combate e na prevenção da ocorrência. Para se ter uma ideia, só neste mês de setembro, o número de ocorrências foi cerca de 213 vezes menor em relação ao mesmo período do ano passado. Em setembro de 2020, cerca de 140 mil clientes ficaram sem energia devido às queimadas próximas às redes elétricas; já em setembro deste ano, o número caiu para 678 clientes impactados.

“Nosso principal objetivo é unir forças para conscientizar todos sobre os perigos e danos causados pelas queimadas, e assim erradicar as ocorrências de desligamento oriundas dessa atividade, trazendo qualidade de vida e segurança para toda a população paraibana”, esclareceu o coordenador de Manutenção da Energisa, Eduardo Catarino.

Para o diretor da Asplan, Oscar Gouvêa, a parceria entre as instituições fortalece o combate às queimadas criminosas, que geralmente têm origem nas áreas limítrofes com rodovias e próximas a comunidades. Bitucas de cigarro, fósforos, limpeza de terrenos com fogo, são alguns dos exemplos dessas condutas. “As queimadas realizadas pelos produtores associados à Asplan são controladas e programadas, inclusive, com aporte de carros-pipa, caso haja alguma intercorrência. É mais seguro realizar a queimada pela noite, quando as temperaturas são mais baixas e quando a vegetação está mais úmida, restringindo o alastramento do fogo e os ventos mais fracos”, esclareceu o diretor.

Desde o início de setembro deste ano, a Energisa vem realizando visitas às usinas, levando orientações para que a colheita da cana-de-açúcar seja feita sem provocar perdas para os clientes da concessionária e para a própria usina/empresa. “Assim, em parceria, os pontos de melhoria vão sendo encaminhados para a resolutividade ágil”, comemorou o presidente-executivo do Sindalcool-PB, Edmundo Barbosa.

Prejuízos ambientais

Além dos prejuízos ao meio ambiente, as queimadas afetam a população em geral, escolas, hospitais, comerciantes, indústrias e empresários devido a interrupção do fornecimento. Também expõem pessoas e animais ao risco de acidentes quando há o rompimento de cabos.

Os danos não ocorrem apenas se o fogo alcançar os cabos. Só o calor das chamas embaixo da rede elétrica já é capaz de provocar o rompimento de fios ou do isolamento da linha, o que pode causar um curto-circuito e a falta de energia. O fogo ainda pode atingir vários postes e quilômetros de rede, fazendo com que o serviço para recompor a estrutura e os componentes que foram danificados leve horas ou até dias para ser concluído.

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