O paraibano Tércio Arnaud Tomaz, de Campina Grande, apontado como líder do chamado ‘gabinete do ódio’ que seria ligado a gestão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), desmentiu, durante depoimento à Polícia Federal (PF), o ex-secretário da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), Fabio Wajngarten.

Tércio, diferente do que disse o ex-secretário durante depoimento à CPI da Covid, no Senado Federal, teria confirmado que o ‘gabinete do ódio’ possui ligações com a Secom e que distribuía vídeos do presidente Bolsonaro para veiculação no Youtube, inclusive, no canal Foco do Brasil, alvo de mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

“O único gabinete que eu conheço é o gabinete da Secretaria Especial de Comunicação. O senhor Tércio nunca fez parte do quadro da Secom. O senhor Tércio nunca participou de decisões estratégicas, seja de qualquer conteúdo que a Secom determinou, veiculou ou planejou. Nenhuma interferência do senhor Tércio”, declarou Wajngarten em seu depoimento à CPI da Covid no dia 12 de maio..

De acordo com Tércio, a ligação do ‘gabinete do ódio’ com a Secom acontecia através dos assessores José Matheus Salles Gomes e Mateus Diniz que trabalham com o paraibano.

A distribuição dos vídeos teria rendido, inclusive, a monetização superior ao montante de R$ 1,54 milhão para o dono do canal, Anderson Azevedo Rossi, e um faturamento com variação entre R$ 50 mil e R$ 140 mil por mês. Rossi, teria dito em seu depoimento, que os vídeos eram entregues pelo próprio Tercio.

De acordo com membros da CPI, informações falsas disseminadas através das redes sociais podem ter sido ponto de sabotagem em desfavor de adoções mais eficazes das medidas de prevenção contra o avanço do vírus em território brasileiro, ou até, um estopim para a morte de milhares de pessoas no Brasil.

Tércio teria sido nomeado por Carlos Bolsonaro, filho do presidente, como chefe da comunicação paralela do Governo Federal para atuar junto à internet disseminando informações convenientes ao ‘bolsonarismo’.

Tércio Thomaz, chamou a atenção da imprensa brasileira ao ser apontado como um nome de forte atuação nos bastidores, principalmente, nas redes sociais junto a um grupo formado por assessores do presidente que teriam como função primeira atacar adversários de Bolsonaro: o ‘gabinete do ódio’.

O campinense é citado no inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga a organização de atos antidemocráticos e é um dos três nomes que recebem incentivo do presidente para disputar uma vaga na Câmara Federal em 2022. (Clique aqui e confira detalhes)

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