Do total de 45.926 casos prováveis de arboviroses, 27.005 foram registrados para dengue, 18.267 foram referentes à chikungunya e 980 para zika. De acordo com o BE, o que explica esse pouco aumento de novos casos no estado da Paraíba é o fato do final do período sazonal de alta de casos, como também a qualificação de informações na base de dados de notificações.

Sobre a queda dos casos prováveis de zika, a técnica em arborviroses da SES, Carla Jaciara, explica que está sendo realizada uma análise no banco de dados e que existiam muitos casos que não estavam encerrados. “Quando sai essa liberação dos resultados em aberto, alguns casos foram descartados e, por isso, saem da contagem de casos prováveis para o agravo. O que está acontecendo é que os municípios estão fazendo as notificações de forma adequada, por isso observamos essa queda. Antes aquele dado estava em aberto e agora ele é descartado”, pontua.

Quanto a incidência na Paraíba, 156 municípios apresentam acima de 300, o que indica risco de epidemia e surto para certos locais. As Regiões de Saúde com maior incidência de casos prováveis continuam sendo a 2ª, 4ª e 13ª. Dentre os 223 municípios, 06 estão sem casos prováveis, sendo eles: Capim, Coxixola, Desterro, Nazarezinho, Santa Inês e Vieirópolis.

A Paraíba registrou 53 óbitos suspeito de arboviroses. Destes, 13 estão em investigação, distribuídos em 11 municípios: Alagoa Nova (01), Cabedelo (01), Campina Grande (02), Guarabira (02), Itatuba (01) João Pessoa (01), Manaíra (01), Patos (01), Piancó (01), Picuí (01) e Uiraúna (01). Dos confirmados, 07 foram para dengue, que ocorreram nos municípios de Bananeiras, Guarabira, Patos, Santa Rita, Santa Luzia, Serra Branca e Sousa, e 15 para chikungunya, nos municípios de Araçagi, Campina Grande, João Pessoa, Pombal, Queimadas, Santa Luzia, Santa Rita, São José da Lagoa Tapada, Serra da Raiz e Vista Serrana.

Dados do BE informam que foram identificados 235 casos confirmados de dengue com sorotipo 2 (DENV-2), distribuídos em 49 municípios, e 60 casos confirmados com DENV-1, distribuídos em 17 municípios. Carla Jaciara alerta a população para que procure um serviço de saúde quando apresentar qualquer sintoma suspeito de arbovirose, para que seja realizada o RTPCR, para saber qual sorotipo está circulando na PB e para que o tratamento seja feito de forma efetiva.

A técnica lembrou ainda que os focos do mosquito Aedes Aegypti, na grande maioria, são encontrados dentro de casa, quintais e jardins. Daí a importância de as famílias não esquecerem que o dever de casa no combate ao mosquito é permanente.

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