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A ação qualificada das Polícias da Paraíba contra ataques a banco reduziu 42% das ocorrências no período de janeiro a setembro, em relação aos nove meses de 2020. O número é resultado do empenho de uma força-tarefa de repressão a esse tipo de crime, que foi implementada pela Secretaria da Segurança e da Defesa Social (Sesds) em 2019. Segundo relatório da pasta, a queda nos registros chega a mais de 90% na comparação com 2016, ano em que aconteceram mais roubos e explosões a bancos e carros-fortes na Paraíba. Além disso, as polícias contabilizam 700 dias sem roubos a banco no Estado.

De acordo com o Núcleo de Análise Criminal e Estatística (Nace) da Sesds, em nove meses de 2021, foram registrados sete casos de assaltos a banco e no ano passado 12. Em relação especificamente às explosões em agências bancárias, a redução é de 60% em relação a 2020. Foram quatro casos em 2021 e dez no mesmo período do ano anterior.

Com operações de repressão qualificada, o Estado contabiliza mais de 150 prisões de assaltantes de bancos desde 2019, retirando das ruas quadrilhas especializadas em ataques a instituições financeiras. Dezenas de armas de grosso calibre e vasto material explosivo foram apreendidos pelas forças de segurança, em um trabalho que vem refletindo quedas significativas nos registros dessa modalidade criminosa.

Prisões e confrontos – A operação mais recente aconteceu no dia 14 de outubro, nos municípios de Coremas e Patos. A Polícia Civil já vinha investigando um grupo há mais de três meses e, em ação conjunta com a Polícia Militar, a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Penal e o Corpo de Bombeiros, conseguiu desarticular mais uma quadrilha. A operação foi deflagrada após um ataque a agências bancárias da cidade de Paulista (PB). Os policiais conseguiram localizar parte do grupo em Coremas, e quatro criminosos acabaram morrendo em confronto. Horas depois, na cidade de Patos, outros dois assaltantes também morreram após atirarem contra guarnições da Polícia Militar.

“O grupo era composto por assaltantes da Paraíba, de Pernambuco e da Bahia, e com eles os policiais apreenderam dois fuzis, dois revólveres, uma espingarda calibre 12 e uma pistola, além de 70 munições, dois coletes balísticos, dinamites e a quantia de R$ 8,5 mil. Aqui no nosso estado, aquele que atirar contra nossos policiais terá resposta à altura. Nesses últimos dois anos, nada menos do que 40 criminosos já tombaram em confronto por reagirem atirando contra a polícia”, explicou Jean Nunes, secretário da Segurança e da Defesa Social, destacando que a Paraíba não registra casos de roubos a banco desde novembro de 2019.

No dia 29 de setembro, a Polícia Civil da Paraíba, em ação integrada com a Polícia Civil do Piauí, prendeu no município de Livramento (PB) um homem suspeito de chefiar uma organização criminosa de roubos a bancos naquele estado. Também foram presos outros três homens e apreendidos um fuzil, uma submetralhadora, materiais de escavação e explosivos.

Segundo as investigações, o grupo planejava explodir um banco em Santa Luzia, mas foi impedido antes da execução do crime. O homem preso e apontado como líder do grupo responde a mais de 70 processos e tinha mandado expedido pela comarca de São Miguel (PI).

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