Veja só, o “amigo da vizinhança” deu um tempo das ruas de Nova York e foi direto para o Vaticano. A internet ficou em polvorosa ao testemunhar a presença do Homem-Aranha em pessoa em uma audiência com o Papa Francisco. Muita gente acho que o vídeo (confira abaixo) se tratava de uma montagem, mas ele é real!

No entanto, quem está debaixo da fantasia do herói não é Peter Parker, mas Mattia Villardita, um italiano que divide o trabalho em um terminal aeroportuário com a atividade voluntária de visitar hospitais para alegrar crianças doentes fantasiado como o cabeça de teia.

O grupo a que Mattia Villardita é conhecido como ‘Supererioncorsia’ e atua em diversos hospitais por toda a Itália, mais especificamente nas alas infantis. Quando a audiência acabou, o Papa, como de costume, foi de encontro aos fiéis e, em uma imagem oficial do Vaticano, é visto recebendo uma caixinha branca do herói.

O conteúdo do objeto ainda não foi especificado, mas especula-se que seja o pedido para que o pontífice abençoe um terço ou um rosário. Francisco geralmente entrega rosários a alguns presentes, mas em uma caixinha vermelha.

Mattia já estampou matérias no site da empresa multinacional onde trabalha, em que pode compartilhar o seu dia-a-dia e a rotina como voluntário.

Ele revelou que mudou as visitas para o formato online durante a pandemia, mas que não diminuiu o volume de aparições como Homem-Aranha.

“A ideia de me vestir como o Homem-Aranha e fazer um trabalho de boa vontade veio do meu desejo de fazer o bem pessoalmente e mostrar gratidão pela ajuda que recebi quando eu mesma era paciente”, revelou o herói da vida real.

Mattia passou por inúmeras cirurgias na perna até os 20 anos de idade, e as diversas internações na juventude fizeram com que ele colocasse como meta de vida retribuir tudo o que recebeu nesse período.

“Quando você está em um hospital, você vê o mundo através de uma lente diferente e aprecia as pequenas coisas da vida. Muitas pessoas não percebem como realmente têm sorte. Então, eu senti essa necessidade interna de fazer algo, quase uma missão”, explica.

A fantasia usada por Mattia foi originalmente adquirida para ser usada em uma festa entre amigos, mas acabou se tornando o instrumento de seu trabalho. O italiano revela como foi surpreendido pela reação das crianças frente à pandemia da Covid-19 e como elas se mostraram maduras.

“Nunca precisei mentir para eles ou inventar um vilão imaginário para explicar a situação ”, conta.

O fato de não poder visitar os pequenos amigos vestidos como seu herói de infância acabou ampliando o número de pacientes visitados pelo herói. Durante a pandemia, Mattia fez mais de desfrutou de mais de 700 videochamadas.

“Digo para não se preocuparem e que às vezes até o Homem-Aranha precisa ficar em casa por uma boa causa. Isso os ajuda a se sentirem menos sozinhos e também é muito apreciado pelos pais”, conta o italiano, que promete estrear um lançador de teias, um antigo pedido das crianças, quando as visitas presenciais forem retomadas.

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