Após sofrer injúrias raciais na escola e até pedir para não voltar mais para o local onde estudava, a estudante Maria Alice, de 11 anos, inspirou os pais dela a criarem um projeto de autoafirmação da negritude, ajudando a filha a superar o trauma e também toda a comunidade escolar não aceitar mais o racismo.

A menina ouvia xingamentos como “macaca” e “demônio preto”, que a machucavam e fizeram com que ela chegasse a dizer à mãe que não aguentava mais a escola, por causa do sofrimento de ser taxada como uma pessoa sem valor.

Pais de Maria alice transformam dor em projeto social que mudou comunidade escolar. — Foto: Foto: Arquivo Pessoal/Ligialana

Para trabalhar a autoarfirmação da negritude entre as crianças, o projeto desenvolve uma vez por semana atividades, como capoeira, danças afro e popular, percursão e musicalidade

Para trabalhar a autoarfirmação da negritude entre as crianças, o projeto desenvolve uma vez por semana atividades, como capoeira, danças afro e popular, percursão e musicalidade

“Hoje eu entendo que eu sou negro também e que isso magoava ela”, conta João Matheus, de 12 anos.

Após o projeto, as caracteristicas que antes eram vergonha, hoje são motivos de orgulho. “Hoje eu consigo sorrir e dizer que eu sou feliz. Sou preta, eu sou paraibana, eu sou mulher e me orgulho disso”, afirma a estudante.

Pais organizam projeto após filha sofrer racismo em escola da Paraíba — Foto: Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Pais organizam projeto após filha sofrer racismo em escola da Paraíba — Foto: Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

G1PARAÍBA

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