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Nem todo mundo se apercebeu mas, terça – feira passada, na Assembléia Legislativa, o advogado Trocolli Júnior anunciou sua despedida em definitivo das atividades político-partidárias movida pela consciência de que suas energias foram afetadas pela “nova ordem” política do negócio triturando o sacerdócio.

Até onde a vista alcança, Trocolli foi forjado para participar da política num tempo em que seu pai, Humberto Trocolli, lá do bairro da Torre, entre a Barão de Mamanguape e Juarez Távora, traduzia e ensinava a atividade política como sacerdócio e/ou vínculos representativos de lutas, bem distante do contexto atual de altos valores no formato de sobrevivência.

Nem sei se Trocolli ainda tem tempo de refletir que a “nova ordem” da Era Trump/Bolsonaro precisou de Arturs Liras sentados numa montanha de “recursos secretos” sob o consentimento da Justiça e Instituições fiscalizadoras, mas antes, desmontando bases minimas do trabalho, previdência e das profissões onde, por exemplo, a comunicação foi uma das mais afetadas.

Houve um tempo em que foi preciso ter Curso Universitário, regras seletivas do exercício do jornalismo, etc, mas tudo isso foi implodido pela nova estrutura impondo um “Tsunami cultural” desestimulando a leitura posto que agora vingam informes de minutos, segundos, repletos de fakenews, onde cabe qualquer um dizendo o que quer.

Trocolli, sentimental, autêntico, solidário e impulsivo se viu atropelado pela esperteza do novo tempo inflacionando a sobrevivência em meio à falta de valores solidários trocados pelo “salve-se quem puder”, cujo tempo impõe extremismos ao invés da negociação sadia.

Ainda bem que, na nova fase, ele se ancorou na sabedoria sonora de Tim Maia onde, entre tantos sentimentos, expôs o desejo de apenas querer Sossêgo. Ainda bem, porque muitos estão longe deste benefício humano. Boa sorte, sempre.

DESPEDIDA

Nesse dia de forte impacto na sua vida pela decisão tomada, Trocolli Junior foi visto no Restaurante Tasquinha, no MAG Shopping, com papéis sob suas mãos como se traduzissem em cartas de despedida. Tão forte eram que nem teve tempo de se despedir fisicamente dos torrelandenses de luta. Mas valeu!

ÚLTIMA

“Tô vendo tudo/tô vendo tudo/ mas bico calado/ faz de conta que sou mudo”

 

Walter santos

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