O presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), fez na tarde desta quarta um pronunciamento na COP27, conferência do clima da ONU que este ano acontece em Sharm El-Sheikh, no Egito. Foi o primeiro discurso internacional do petista desde que ele venceu as eleições no fim de outubro.

“Este convite, feito a um presidente recém-eleito antes mesmo de sua posse, é o reconhecimento de que o mundo tem pressa de ver o Brasil participando novamente das discussões sobre o futuro do planeta e de todos os seres que nele habitam”, disse o petista, após ser recebido com aplausos antes de começar seu discurso.

Durante seu discurso, Lula também afirmou que o mundo vive “crises múltiplas”, como a crise energética, o aumento da desigualdade e, em sua avaliação, o risco de uma guerra nuclear iminente. “Mas foi nos momentos de crise que a sociedade encontrou força”, afirmou que “O Brasil está de volta”. “Estou hoje aqui para dizer que o Brasil está pronto para se juntar novamente aos esforços para a construção de um planeta mais saudável. De um mundo mais justo, capaz de acolher com dignidade a totalidade de seus habitantes – e não apenas uma minoria privilegiada”, acrescentou o presidente eleito.

“Não há segurança climática sem Amazônia protegida”, afirmou o petista, ao destacar que crimes como garimpo ilegal, extração irregular de madeira e grilagem de terras serão combatidos “sem trégua”. “A devastação ficará no passado”, emendou.

A agenda do presidente eleito começou com um encontro com enviados especiais do clima da China, Xie Zhenhua, e dos Estados Unidos, John Kerry, na terça (15). Na manhã desta quarta (16), Lula participou de um encontro com governadores brasileiros e disse que pedirá à ONU para que a edição de 2025 da COP seja realizada na Amazônia.

Lula foi convidado para ir à COP27 por uma comitiva de governadores de estados da Amazônia Legal. O presidente Jair Bolsonaro (PL) não viajou ao Egito e está sendo representado no evento por seu ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite.

O presidente eleito oficializou o convite para que a COP30, em 2025, seja sediada no Brasil. E acrescentou que o evento precisa ocorrer num estado da Amazônia.

MaisPB

 

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