Um novo laudo apontou que a água em Santa Rita continua imprópria para consumo humano. Desde a privatização do abastecimento, os moradores do município enfrentam problemas com a água chegando com cor amarelada às torneiras, o que deixou crianças e adultos doentes.

O presidente do Solidariedade, Nicola Lomonaco, informou ao ClickPB que as amostras de água foram coletadas na última quarta-feira (29) e foram enviadas ao laboratório. “Continua com coliformes totais. A coleta foi feita no dia 29 de junho, em duas residências, em endereços de bairros distintos. Foi constatada baixa quantidade de cloro, o que contribui para que esse coliformes totais não sejam combatidos. Estão economizando no cloro. Isso está matando o povo de Santa Rita pela boca porque é criança adoecendo, idoso adoecendo…”, relatou ele.

Nicola disse, ainda ao ClickPB, que vai encaminhar para o Ministério Público da Paraíba (MPPB) essa nova análise da água “e vamos entrar com ação judicial porque é inadmissível. Isso é um crime. São quase 130 mil habitantes tendo que comprar garrafão de água mineral, e quem não tem condição, que é a grande maioria de Santa Rita?”

Nicola denunciará o prefeito Emerson Panta, a Prefeitura de Santa Rita e a própria empresa ANE (Águas do Nordeste), responsável pelo abastecimento. Ele lembra que o próprio Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) avaliou como duvidosa a contratação da ANE para a distribuição da água em Santa Rita, pois só participaram duas empresas, de mesmo endereço, do processo de licitação e sócios do consórcio ANE já foram alvos até de busca e apreensão, de acordo com o presidente do Solidariedade em Santa Rita.

“Essa Ane veio para cá para, supostamente, melhorar a qualidade da distribuição, mas está prejudicando a vida de todo mundo. E o prefeito ainda contratou por R$ 6 milhões uma empresa para fazer a perfuração de poços artesianos, sendo que isso já está incluído como atribuição da ANE, no contrato”, informou Nicola, pontuando que também vai denunciar o caso ao MPPB. “Vou encaminhar tudo ao Ministério Público”, completou.

Confira os documentos abaixo:

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