A mais recente pesquisa de avaliação do governo federal não é nada boa para o presidente Jair Bolsonaro. Apesar de 28% considerarem sua gestão ótima ou boa, 39% a avaliam como péssima ou ruim. O estudo, realizado pelo Inteligência, Pesquisa e Consultoria (Ipec), mostra que 58% dos entrevistados desaprovam o governo, enquanto 38% aprovam e 5% não souberam responder.

Bolsonaro continua tendo uma aprovação forte entre os evangélicos: 38% consideram seu mandato positivo. No entanto, na avaliação de politólogos ouvidos pela coluna, mais importante do que o desempenho pessoal do presidente, é a percepção da população sobre o governo. Esses resultados ligam um alerta para Bolsonaro, que já está em pré-campanha para 2022.

Segundo cientistas políticos ouvidos pela coluna, a popularidade líquida dele é de -16,5%. Como base de comparação, no final de 2014, a popularidade líquida da ex-presidente Dilma Rousseff era de 27%. Ele está muito mais próximo da fuga de apoios do que ela no final de seu primeiro mandato.

Vários fatores contribuíram para esta queda de avaliação: o fim do auxílio emergencial, a péssima gestão na pandemia, com atrasos na aquisição de vacinas contra a Covid-19 e na implantação do Programa Nacional de Imunização.

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