O presidente Jair Bolsonaro defendeu na manhã desta 2ª feira (22.fev.2021), em conversa com apoiadores, que a Petrobras tenha maior previsibilidade quanto aos reajustes de combustíveis. Pediu maior transparência quanto aos motivos que levaram os recentes aumentos nos preços cobrados pela petrolífera.

Bolsonaro disse que não entende o aumento de 15% anunciado pela companhia no preço do diesel, na semana passada. “Não foi essa a variação do dólar aqui dentro e do barril lá fora”, declarou ele na portaria do Palácio da Alvorada. “O petróleo é nosso ou de um pequeno grupo no Brasil?”, questionou

Segundo o presidenteninguém no governo fazia nada para reduzir os preços dos combustíveis. “Tenho que descobrir sozinho”, reclamou.

No fim de semana, o chefe do Executivo disse que órgãos de fiscalização como o Ministério de Minas e Energia, a Receita Federal e o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) deveriam fazer um melhor trabalho. Defendeu maior fiscalização por parte da Receita e do Inmetro para aferir à distância se postos de gasolina estão vendendo as quantidades certas de combustível.

 

“Alguns estão muito felizes com a política que só tem um viés na Petrobras, de atender interesses de alguns grupos”, afirmou.

Bolsonaro indicou o general Joaquim Silva e Luna para o comando da estatal. Ele deve substituir Roberto Castello Branco, que está no cargo desde o início do governo, em janeiro de 2019. “A gente vai mudar. Mudanças teremos no governo sempre que se fizer necessário”, disse ele.

O presidente criticou ainda a política salarial da Petrobras. Disse aos apoiadores que a chefia da estatal ganha mais de R$ 50 mil por semana e trabalha de casa, por causa do isolamento social, há 11 meses.

Assista abaixo (11min5seg):

 

 

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